Jaú - A ordem em Jaú (47 quilômetros de Bauru) é economizar água porque vai faltar. O alerta está sendo dado pelo Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja) para que a população economize, utilizando água no que for estritamente imprescindível. Segundo o assessor de comunicação e marketing do Saemja, Antonio Carlos Piesigilli, os reservatórios da cidade trabalham com pouco mais de 50% de sua capacidade total de armazenamento. Outro complicador é a falta de chuva há mais de 100 dias e os institutos meteorológicos informam que a estiagem deve prosseguir por muito tempo.
Conforme Piesigilli, tem que chover muito e concentrado nas cabeceiras dos cursos d’água para recuperar o sistema de reservação do município. “Os mananciais estão concentrados numa determinada região. Não adianta chover no Centro”, explica.
O rodízio de fornecimento será inevitável, segundo Piesigili, caso o consumidor mantenha hábitos que desperdiçam água, como lavagem de carro, quintal, garagens e calçadas.
“Se não houver uma conscientização do pessoal, vamos ter que tomar uma atitude. As represas estão em um nível muito baixo e o que segura as pontas aqui são os 15 poços artesianos”, revela.
Atualmente, a autarquia municipal conta com, aproximadamente, 42 mil pontos de ligação de água. O abastecimento vem de uma ramificada rede alimentada por três Estações de Tratamento de Água (ETAs). A mais antiga ETA depende das águas das represas João da Velha, Santo Antônio e São Joaquim.
Uma nova Estação utiliza água do Córrego Águas do Mandaguahy. Há um ano e meio, outra ETA de tamanho menor (mini-estação) passou a integrar o sistema captando água do Córrego do Pires.
A quarta fonte de abastecimento nasce no município de Dois Córregos. Conforme Piesigilli, os mananciais são conhecidos como Borralho e cruzam a Jaú por um sistema de gravidade que joga a água em um reservatório, nas proximidades do cemitério.
Uso racional
Sem água abundante, o Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja) de Jaú investe na educação para uso racional dos recursos. Segundo Piesigili, palestras de conscientização já atingiram cerca de 40% dos 122.901 habitantes do município.
Os encontros são realizados em escolas, focando o público de estudantes que é multiplicador de informações junto a familiares, vizinhos e parentes.
Também são visitados clubes de serviço (lions e rotarys), centros comunitários, igrejas e hospitais, onde se concentram lideranças comunitárias.