Bagdá - A polícia iraquiana invadiu uma fazenda no norte de Bagdá ontem e libertou 17 pessoas que haviam sido seqüestradas anteontem. Eles faziam parte de um grupo de mais de 60 operários que foram seqüestrados em massa por extremistas árabes sunitas durante uma troca de turno da fábrica. Duas pessoas foram mortas durante o seqüestro.
Muitas operárias estavam acompanhadas por seus filhos menores - algo comum no país, onde mães levam as crianças ao trabalho. Elas foram as primeiras a ser libertadas. Alguns dos seqüestradores foram capturados durante o resgate. Mais de 15 operários ainda não foram localizados.
Na terceira maior cidade do Iraque, Mossul, 25 pessoas foram executadas nesta semana. Seus corpos foram descobertos pela polícia espalhados pela cidade. Acredita-se que todos são vítimas de um mesmo grupo sectário de extermínio.
E o Exército americano divulgou a morte de quatro marines, três deles na explosão de uma mina na província de Anbar. Com nove dias de endurecimento da política de segurança em Bagdá, com centenas de postos de controle e um toque de recolher mais extenso, a Capital esteve mais calma.
Houve dois mortos, vítimas de ataques sectários. Eles morreram na explosão de uma bomba que estava instalada em uma motocicleta, estacionada em um mercado central. Pelo menos, 25 pessoas ficaram feridas no atentado. Em outras partes do país foram registradas 13 mortes relacionadas à insurgência ou perseguição sectária.