Bairros

Mato encobre PET no Beija-Flor

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

As cores vivas do prédio onde funciona o Programa de Encontro da Turma (PET), no Núcleo Habitacional Beija-Flor, quase desaparecem em meio à vegetação que circunda o imóvel. O mato alto torna vulnerável não só o centro de convivência infanto-juvenil, como também as casas vizinhas. Os moradores próximos reclamam do aspecto de abandono do local e da precariedade da iluminação pública.

“Meu filho chega do trabalho de madrugada. A moça ao lado, vem da faculdade à noite. É perigoso. Ficaram de instalar holofotes (nas extremidades da área municipal), mas não colocaram”, conta o morador Laércio Abílio. Ele e um vizinho já gastaram tempo e dinheiro para limpar o alambrado do terreno.

Com aproximadamente cinco mil metros quadrados, uma pequena extensão da área é reservada ao PET. A restante, também de propriedade do município, já sediou campinho de futebol e serve de pasto para cavalos. “Faz uns quatro meses que eles roçaram, mas ficou uma parte (perto do alambrado). Agora tem aparecido cobra e barata. Têm ainda os buracos na rua. Antes, não dava nem para sair com o carro”, acrescenta Abílio.

Recentemente, a manobra com o veículo tornou-se possível porque a vizinhança jogou entulho na cavidade que atingiu mais de dez metros de comprimento. O problema será resolvido pela Secretaria Municipal de Obras. No entanto, a titular da pasta, Elaine de Cássia Orti de Araújo, não precisou uma data. Da mesma maneira procedeu o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Barbieri.

De acordo com ele, a pasta vem cumprindo um cronograma preestabelecido para aparar a vegetação de mais de 3,5 milhões de metros quadrados de áreas verdes e praças de Bauru. A equipe de 50 funcionários iniciou a limpeza em terrenos do Jardim Bela Vista. O próximo bairro a ser contemplado será a Vila Falcão.

Na opinião de Barbieri, mesmo reclamações pontuais devem respeitar as ordens de trabalho definidas anteriormente. Ele aposta na organização para cumprir com as metas estabelecidas. “Vamos voltar pelo menos mais uma vez em cada região da cidade. A meta é voltar quatro vezes ao ano”, conclui.

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Entorpecente

O terreno ocioso situado ao lado do PET já foi disputado até por gente de fora do bairro, que aproveitava a área também para usar entorpecente. Segundo moradores consultados pela reportagem, o problema afligia o bairro há mais de um ano, quando um campo de futebol atraía desconhecidos. A preocupação cessou junto com os jogos.

Mas no início do ano, o Conselho Tutelar recebeu denúncia sobre um garoto atendido no centro de convivência infanto-juvenil, que também estaria envolvido com drogas. O assunto foi levado à Sebes, que incluiu no programa um projeto de prevenção de drogas em parceria com o Esquadrão da Vida e a Polícia Militar.

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