Tribuna do Leitor

OAB, APM e a leishmaniose


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Quando faço tal chamada, é para perguntar às entidades acima se elas têm conhecimento do andamento da doença em nossa cidade. Explico. Centenas de pessoas, ao se dirigirem ao Centro de Controle de Zoonoses levando seus animais para retirada de sangue e posterior sorologia, têm seu intuito frustrado, pois de acordo com informações fornecidas, agora só são feitos exames em animais residentes nas ruas previamente “sorteadas”. Até pouco tempo atrás, o município atendia a solicitação e preocupação dos donos dos animais. Porém, a Sucen (sic) não aceita fazer nenhum exame mais, a não ser os inclusos no inquérito das tais ruas sorteadas. Os leitores lembram do dito popular: “Na briga do rochedo com o mar, quem se 'dana' é o marisco”?

Pois bem, o marisco somos nós.

Bauru é uma cidade curiosa! Faltam kits, pois o laboratório (federal) não produziu quantidade suficiente, o MPFederal se cala. A doença continua em franca evolução, embora tenham sido sacrificadas centenas de cães. A APM, OAB, Conselho Municipal de Saúde, etc, aceitam passivamente ou sequer tomam conhecimento do que se passa na periferia da cidade. Serão tão letárgicos que não se dão conta que seus familiares podem ser contaminados? Não residem em Bauru? Sabe-se que a gravidade do problema vem do prefeito anterior. Entendo que a Secretaria da Saúde do atual tem se desdobrado para conter a evolução da moléstia, mas e daí? Não se toma providencias para que divergências entre Estado e Município não afete como num todo a coletividade? Só posso concluir, diante da passividade de tantas autoridades e a total indiferença por parte da sociedade civil organizada, que de fato a leishmaniose não é tão grave como se apregoa. Se não é, pare-se então de fazer terrorismo com os menos esclarecidos e acabe-se de imediato com o sacrifício de algumas das vítimas.

Maria Dolores Barbosa Gómez - vice-presidente da União Internacional Protetora dos Animais - Uipa - Seção Bauru

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