Esportes

Américo Faria vira ‘xerife’ da delegação brasileira

Por Eduardo Arruda | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Bergisch Gladbach - Quatro anos após a saída de Luiz Felipe Scolari, a Seleção ainda tem um sargentão. É o supervisor Américo Faria, 61anos, que age como dono da delegação brasileira na Alemanha. Com um bigode semelhante ao de Charles Chaplin e sempre vestido de agasalho da equipe, ele cuida de temas estratégicos, como a premiação dos atletas. Mas também está às voltas com missões menos nobres. É o responsável por mandar para os quartos os jogadores que perambulam pela concentração depois do toque de recolher.

Ele segue ao pé da letra o pedido de Ricardo Teixeira para tomar conta da equipe, já que o presidente da CBF passa a Copa do Mundo envolvido com a Fifa, distante da seleção.

Faria está sempre dando ordens na concentração, estádios e aeroportos por onde a delegação passa na Europa. O detalhismo o faz protagonizar situações constrangedoras.

Na quarta, enquanto os jogadores treinavam no gramado do Estádio de Dortmund, o supervisor realizava “uma varredura visual” na arquibancada. Ele buscava espiões japoneses infiltrados entre os jornalistas. Destacou alguns funcionários da CBF para ajudá-lo, mas não achou nenhum espião. A presença do supervisor faz os embarques do time no ônibus parecerem uma excursão escolar.

Vai buscar pelo braço os jogadores que se atrasam e faz a contagem dos atletas. Sempre apressado para deixar os estádios, interrompe as entrevistas e arrasta os jogadores para fora do vestiário. Vira e mexe, o supervisor bate de frente com os jornalistas.

Comentários

Comentários