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Com tradicional videokê e bosque, Recanto Shinohara recebe famílias

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Quando eram crianças, Luciana Dávila de Oliveira da Silva e Anselmo Martins da Silva frequentavam o Recando Shinohara, acompanhados dos pais. Hoje, os dois são casados e continuam indo até lá e agora levam a filha. “É um lugar tranquilo que dá para ficar com a família e descansar da correria do dia a dia”, diz Luciana. “Aproveitamos para lembrar da época em que éramos crianças”, completa Anselmo.

Opção de lazer a 15 quilômetros do Centro de Bauru, o local ficou fechado por um longo período – entre 2001 e 2004 – mas, em fevereiro, completou dois anos de reabertura. O proprietário, Noriaki Shinohara, conta que optou por fechar as portas, na época, para pagar dívidas adquiridas com o comércio. “Não estava valendo a pena. Estávamos com grandes prejuízos e o melhor mesmo foi fechar”, conta.

Ele procurou os bancos e conseguiu renegociar a dívida. Depois de paga a quantia monetária, Shinohara não teve dúvidas. “Meu filho perguntou se eu não queria reabrir o recanto. Não pensei duas vezes e resolvi que sim”, diz. “Isso aqui é minha vida”, revela. Mas, para isso, resolveu tomar algumas providências para não perder dinheiro. “Resolvemos que o melhor seria abrir apenas aos finais de semana e feriados”, diz. As pessoas podem desfrutar do lazer das 10h às 20h. O proprietário de automóvel paga R$ 5,00 para permanecer o dia todo.

A infra-estrutura do local é formada por uma lanchonete com espaço para diversas famílias. Quem quiser fazer churrasco, existem churrasqueiras disponíveis. Para o descanso, um passeio no meio das árvores. Algumas são nativas, mas outras foram plantadas pelo próprio Shinohara. “Plantei jatobás e oitis”, conta. Todas já estão grandes e oferecem sombra aos visitantes. Ao lado das árvores, um parquinho com diversos brinquedos diverte as crianças.

O neto de Shinohara é um deles. Jean Kazuo Shinohara, 2 anos, brinca no escorregador, corre entre as árvores e mostra alegria. “Ele passou um tempo no Japão, mas ficou doente. Quando voltou para o Brasil, recuperou a saúde”, conta a avó e mulher de Shinohara, Harumi Yamada.

O casal, o filho mais velho e a mãe de Shinohara, com 87 anos, moram no recanto. “Aqui temos alegria e segurança. O local é bastante tranqüilo”, diz Shinohara. O proprietário orgulha-se do videokê que promove aos finais de semana e feriados. “Tenho mais de 3 mil músicas, entre italianas, japonesas, castelhanas e portuguesas”, conta.

• Serviço

O Recanto Shinohara está localizado às margens da Rodovia Marechal Rondon, sentido Bauru-Avaí, à aproximadamente 15 km do Centro.

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