Polícia

Taxista é assassinado no Jd. Panorama

Clarissa Castiglione
| Tempo de leitura: 2 min

Na madrugada de ontem, o taxista Otavio Cesarino, 54 anos, foi morto a facadas, em via pública, no Jardim Panorama, na rua Dr. Romildo Brunhari, esquina com a rua Eduardo Vergueiro de Lorena. Mediante solicitação de viatura no local, os policiais militares Patrícia Rosalinda Gonçalves Pereira e Cristiano Aparecido Osmegos encontraram o corpo da vítima, estendido na calçada, sem vida, com cortes de faca no rosto, pescoço e peito. Até o final da tarde de ontem, a polícia não tinha pistas do motivo do crime. Porém, há suspeitas de assalto, uma vez que havia sangue dentro do carro do taxista, que chegou a ser levado, mas foi encontrado abandonado logo após o crime.

Segundo Valter dos Santos, taxista do ponto da Praça das Cerejeiras, onde há 15 anos Cesarino trabalhava, a morte de seu colega de trabalho é um mistério. Sem ter idéia do que aconteceu, ele disse que Cesarino nunca mostrou-se violento nem tinha inimigos. Cesarino estava em serviço quando foi assassinado. O carro que ele trabalhava, o Gol cinza, ano 2004, placa Bus 6976, foi abandonado na rua Conselheiro Antônio Prado, quadra 5, próximo do local do crime.

Em seu interior, havia vestígios de sangue. Segundo o registrado em boletim de ocorrência, nada do veículo foi roubado. Porém, não se sabe se o taxista estava com dinheiro e se quem o matou chegou a roubar-lhe. O mais curioso é que as chaves do carro não haviam sido encontradas até ontem à tarde, de acordo com a polícia.

No registro da Polícia Militar, há menção de que o crime poderia ter sido motivado por vingança, por uma suposta dívida de um parente do taxista. Porém, não havia dados que confirmassem a suspeita. Cesarino era separado, tinha dois filhos e morava sozinho numa edícula no Jardim da Grama. O caso já está sendo investigado pela Polícia Civil, porém até o fechamento dessa edição não havia pistas sobre os motivos do homicídio e também sobre a autoria do crime.

A reportagem conversou com uma moradora da rua onde ocorreu o crime, que afirmou não ter ouvido qualquer tipo de barulho suspeito na madrugada do assassinato. O carro foi entregue à empresa para qual Cesarino trabalhava. Até o fechamento dessa edição, os familiares da vítima não haviam sido localizados.

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