Internacional

Premiê propõe plano de anistia a presos

Folhapress
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Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al Maliki, apresentou ontem seu plano nacional de reconciliação para dar um fim ao que chamou de “feio quadro’’ no Iraque. Entre as principais medidas previstas pelo plano, que tem 24 pontos, está a anistia para os presos não envolvidos em atos de terrorismo, crimes de guerra ou em crimes contra a humanidade.

O plano inclui também medidas para a prevenção de violação de direitos humanos, reformas de prisões e punição àqueles que cometam torturas. Outro ponto previsto é a compensação às vítimas de terror e de violações de direitos humanos em operações militares.

Fontes próximas às milícias afirmaram não estar impressionadas com as propostas do premiê. Um representante do Exército Baath de Maomé afirmou que o plano ignorou as principais reivindicações das milícias, incluindo a retirada imediata das forças dos EUA.

Já a Casa Branca viu com bons olhos o plano do governo iraquiano, segundo afirmou o porta-voz Ken Lisaius. Ele classificou a proposta como “o início de um processo, não o fim’’. Mas membros do Congresso dos EUA se manifestaram contra qualquer plano iraquiano que garanta anistia a insurgentes responsáveis pelas mortes de soldados americanos.

O plano foi objeto de duras negociações entre as diversas etnias e facções políticas do país, mas acabou por omitir os pontos mais controversos. Não esclarece com quais grupos militantes o governo está pronto para negociar e qual será sua atitude no que diz respeito às milícias pró-governo.

O premiê obteve apoio dos líderes da minoria sunita do Parlamento, que eram maioria durante a era Saddam. Mas reiterou que não negociará com seguidores do ex-ditador ou com membros da Al-Qaeda. “Não, mil vezes não. Não haverá negociação nenhuma com eles até que tenham sido devidamente punidos.”

Maliki, contudo, prometeu rever as leis que barram o acesso de membros do partido Baath a cargos públicos e militares. Outros ponto previsto no plano é o da reconstrução das forças que preservem a segurança do país e que permitam a retiradas dos soldados da coalizão lideradas pelos EUA.

Ontem, 22 pessoas morreram no Iraque em conflitos. Na capital, Bagdá, uma bomba matou três pessoas e feriu 17 no distrito de Al Shorja. No distrito de Al Nahdha, um bomba explodiu em um microônibus, matando duas pessoas e ferindo cinco. No distrito de Zayouna, a explosão de um carro-bomba matou um policial e feriu outras nove pessoas.

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