Dortmund - Para acabar com sua seca de gols na Seleção, Ronaldinho tem como trunfo uma especialidade que também pode pôr fim a outro jejum. Desde a partida contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final da Copa de 2002, o Brasil não marca em cobrança de falta - na ocasião, o autor da “façanha” foi justamente Ronaldinho, que contou com falha do goleiro Seaman.
Adiantado, o inglês viu a bola entrar com força em seu ângulo, mesmo em um chute de longa distância. Na ocasião, Ronaldinho disse que sua intenção era encobrir o goleiro, embora outros jogadores tenham considerado um lance de sorte.
Mesmo com alguns dos maiores especialistas nas cobranças de faltas, o Brasil não vem tendo um bom desempenho nesse tipo de lance nas Copas. O time nacional só balançou as redes na execução de faltas em nove oportunidades desde a Copa de 1970, o que significa apenas 8% dos gols brasileiros nesse período do Mundial.
E não foram poucos os especialistas que jogaram na competição pelo time. A lista inclui Rivellino, Zico, Éder, Sócrates, Júnior e Branco. A relação é engordada agora com Roberto Carlos e Ronaldinho. Sem falar nos reservas Rogério e Juninho - este último, destaque durante os treinos de bolas paradas (ontem, parte do time praticou cobranças de pênalti, que podem decidir a vaga).
Hoje, contra Gana, que é a recordista de infrações cometidas da competição, o time espera ter as chances que foram raras na primeira fase - em uma das raras exceções, Ronaldinho não aproveitou uma falta frontal contra a Croácia, na estréia.
“Nós não podemos entrar na violência deles e temos de usar isso a nosso favor, se acontecer. Temos grandes batedores de faltas”, disse o lateral-direito e capitão Cafu.