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Brasileiros temem jogo violento hoje

Folhapress
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Dortmund - Preocupados com um possível jogo violento do rival, os jogadores Cafu e Kaká e o técnico Carlos Alberto Parreira viram o jogo entre Portugal e Holanda, anteontem, como um alerta para esperar da arbitragem um desempenho melhor para controlar a violência dentro de campo.

“Não necessariamente uma equipe faltosa é violenta. Nós também vamos fazer faltas, eles devem fazer, mas a gente espera que os árbitros contenham todo tipo de violência”, disse ontem o jogador Kaká, em entrevista coletiva. Gana foi o time com a maior média de faltas por jogo na primeira fase, 25, enquanto o Brasil foi o time com a média mais baixa: 11,7.

Parreira afirmou que espera que a Fifa tome providências para conter melhor a violência em campo, depois do jogo entre Portugal e Holanda, em que foram distribuídos 16 cartões amarelos e quatro vermelhos. Os portugueses venceram por 1 a 0.

“A gente espera que a Fifa tome as providências, e os árbitros coibam a violência e o antijogo. Temos que ir para o jogo para jogar nosso futebol sem se preocupar com isso”, completou o técnico.

Para o lateral Cafu, é importante saber tirar proveito das eventuais faltas do time de Gana. “Isso para nós vai ser ótimo, se essas faltas vierem a acontecer perto da área, pois temos bons batedores. Temos que usar isso como algo a nosso favor”, declarou o capitão.

Parreira declara que não acha que será um jogo tranqüilo, mas não só pelas faltas. “Acompanhei os jogos de Gana, é um time técnico, agressivo, deu trabalho para a Itália, ganhou bem da República Checa e não deixou dúvidas contra os EUA”, disse, sobre os jogos do Grupo E do Mundial.

Reconhecendo Gana como um time que explora as laterais, Cafu não se sente ameaçado. “Tem muita gente que fala que vai jogar nas costas da lateral da seleção brasileira, mas nós vamos estar atentos.”

E Cafu acredita que o jogo deve abrir pelo meio para os brasileiros. “Se os adversários estão jogando pelas laterais, é sinal de que eles vão se preocupar com a defesa nas laterais contra a seleção brasileira. Se isso acontecer, vai ser bom para o nosso ataque, vai abrir espaço para os nossos atacantes”, declarou o lateral-direito.

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