Polícia

PCC ataca na Capital; clima em Bauru segue tranqüilo

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) voltou a ameaçar a população do Estado. Dessa vez, a polícia conseguiu conter a ação que planejava o assassinato de agentes penitenciários na região metropolitana de São Paulo. Na manhã de ontem, 13 pessoas supostamente ligadas à facção foram mortas pela polícia e outras cinco acabaram presas. De acordo com o tenente-coronel Marco Antônio Alves Miguel, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM-I), como a ação foi isolada na Capital, a PM não faria reforço na segurança em Bauru e região. “Estamos em alerta constante desde maio. Mas em Bauru e região está tudo tranqüilo”, assegura.

O Jornal da Cidade publicou anteontem reportagem sobre informações de que integrantes do PCC iriam comandar uma megarrebelião no último dia 18 e iriam matar agentes penitenciários no dia seguinte. O plano teria colocado as forças policiais em alerta, mas tudo não passou de um blefe até ontem, quando a polícia conseguiu impedir a ação do grupo. De acordo com as informações divulgadas, os acusados planejavam matar três agentes do Centro de Detenção Provisória (CDP) 1 de São Bernardo, no trajeto entre a unidade e um ponto de ônibus.

Apesar da notícia, o CDP de Bauru permaneceu calmo ontem, de acordo com funcionários da unidade. A Penitenciária 1 (P 1) de Bauru também teve um dia normal. “A unidade é tranqüila. Aqui não temos pessoas envolvidas com facções”, observa José Carlos Pedroso, diretor do presídio. Marcos Bosqueiro, diretor de disciplina da P 2 também confirma a tranqüilidade na penitenciária. “Os funcionários ficam um pouco apreensivos, mas aqui está tudo calmo”, garante.

Ao contrário dos últimos rumores de novos ataques no início do mês, quando optou por reforçar a segurança das unidades da Polícia Civil, o diretor Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo-4 (Deinter-4), Roberto de Mello Annibal, afirmou que não iria adotar as medidas dessa vez. Segundo ele, a cidade continua tranqüila. De acordo com a reportagem publicada pelo JC no domingo, ainda existem rumores que a data da megarrebelião teria sido transferida para o Dia dos Pais.

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