A população vem crescendo extraordinariamente em todo o mundo. A vida conturbada e cheia de preocupações revela um indivíduo que, devido à correria do dia-a-dia, encontra-se “fechado” ao bom convívio com os que o cercam. Atualmente, o relacionamento entre as pessoas difere e muito daquele de algum tempo atrás, sendo agora bem mais estrito e sujeito às mais diversas reações. Falta de paciência e humor trazem à tona um misto de repulsa e indignação que tomam conta do ambiente, tornando-o simplesmente intragável. Em toda parte observa-se a ausência de comunicação e expressão. Nem mesmo o fato de estarem próximos vem a significar que existam vínculos amigáveis, pelo contrário, as relações tornam-se muito mais distantes do que parecem. Assim como vizinhos que quase nunca se falam, apenas trocam breves cumprimentos, há muitas outras pessoas que, mesmo fazendo parte do cotidiano, ficam ocultas em inúmeras ocasiões.
Somando-se a isso, o fator tempo entra em destaque, sendo responsável pela inexistência de maiores correlações, que tornam o homem impossibilitado de ouvir e ser ouvido. Contudo, o ser humano parece já estar acostumado com tal situação. Nada mais o surpreende, visto que a sociedade está cada vez mais individualista. É certo que a constante agitação e as obrigações a serem cumpridas interferem nas relações sociais. No entanto, cabe à comunidade e a todos que dela fazem parte o dever de conviver em harmonia, mesmo tendo barreiras a serem ultrapassadas. Capacidade para se expressar pode estar a uma parede que separa dois mundos.
Fernanda Futino Gondo - RG: 45.951.566-4