Esportes

Basquete: Êxodo precoce preocupa Antônio Carlos Barbosa

Da Redação
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Rio de Janeiro - A tendência crescente de jogadoras brasileiras de basquete tentarem a sorte no Exterior cada vez mais jovens tem preocupado o técnico da seleção nacional, o bauruense Antônio Carlos Barbosa. Seu receio é que a situação se agrave e provoque problemas graves no futuro.

“Fico muito preocupado”, confessa o treinador, que está há uma semana no Rio de Janeiro, preparando a equipe para a disputa do Campeonato Sul-americano.

Avaliando a movimentação das atletas, Barbosa elege a fuga para os Estados Unidos como a mais problemática. Mas a opção pela Europa também não diminui seus temores. “O esporte feminino no Brasil é extremamente contraditório. Não temos tantas jogadoras e você não vê aumentar este número.”

Comparando as situações de basquete, vôlei e handebol, por exemplo, Barbosa acredita que as conquistas acabam mascarando a realidade. “Temos poucas equipes em todas as modalidades. É que a gente vai tendo resultado. Mas vejo este êxodo no basquete como um problema.”

Na opinião do treinador, muitas atletas deixam o País antes de estarem realmente preparadas, buscando uma alternativa qualquer. “Há dez anos você não ouvia falar nisso.” A solução, acredita ele, extrapola a capacidade da própria modalidade. “Falta uma política esportiva definida para o País. Uma política clara. A base tem que ser responsabilidade do poder público, competição sim cabe à iniciativa privada.”

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