Polícia

Argentino é preso por tráfico no Jardim Bela Vista

Da Redação
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Acusado por tráfico de drogas, um argentino de 33 anos - que está no Brasil desde 1981 - foi preso ontem pela manhã no Jardim Bela Vista, em Bauru. Na casa dele, situada na rua Beiruth, foram encontradas maconha e cocaína. O estrangeiro morava nos fundos de uma residência, onde foram localizadas outras porções dos mesmos entorpecentes.

Por essa razão, a moradora do imóvel, uma manicure de 50 anos, também foi presa por tráfico de drogas. Ambos foram indiciados ainda por associação para o tráfico. A Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) chegou aos dois após denúncias e informações colhidas em duas semanas de investigações. Os nomes não foram divulgados.

Com mandado de busca e apreensão, duas equipes da Dise entraram ontem nos imóveis, explica o delegado Kleber Granja. De acordo com ele, na casa da frente, foram encontradas 283 gramas de maconha embaladas num preservativo e escondidas no interior de uma lata de lixo, acondicionada no quintal.

Segundo o delegado, o entorpecente seria introduzido na genitália da mulher, que o levaria ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde o amásio dela está detido. As intenções foram confirmadas por ela, em depoimento. Na casa da manicure, também foram encontrados 3,4 gramas de cocaína. “Ela alegou que era para uso pessoal”, informa Granja.

O delegado explica ainda que, simultaneamente, foram feitas diligências na residência onde mora o argentino. No local, a Dise encontrou 0,7 grama de cocaína guardado numa jaqueta pendurada no armário. Também localizou mais 62 gramas de maconha, escondidos no fundo do assoalho. “Ele alega que era para uso pessoal, mas é muita coisa”, informa Granja.

Segundo os cálculos do delegado, com um grama de maconha é possível fazer três cigarros. Cada um deles seria vendido por cerca de R$ 10,00. “Eles compram no atacado uns 60 gramas (do grande traficante) por aproximadamente R$ 50,00”, comenta. Já o grama da cocaína é mais valorizado. Dependendo da pureza custa entre R$ 20,00 e R$ 25,00, informa Granja.

“Estamos traçando o perfil do tráfico na cidade. A grande maioria dos flagrantes é do chamado microtraficante. Ele pega porções generosa de droga e pulveriza repassando para outros microtraficantes ou para usuários. A partir dessa prisão, vamos levantar os fornecedores”, conclui o delegado.

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Expulsão

Embora o direito de defesa esteja garantido, o estrangeiro condenado por tráfico de drogas no Brasil normalmente é expulso do País, após cumprir pena em território nacional, informa a Polícia Federal. De acordo com o Código Penal brasileiro, as sanções variam de três a 15 anos de reclusão para tráfico de entorpecente e de três a 10 anos para associação para o tráfico.

Mesmo antes do julgamento, a Justiça Federal será comunicada pela Dise da prisão do argentino, que tem visto permanente até 2014. Ele foi conduzido para a cadeia pública de Avaí e ela, para Cabrália Paulista.

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