Economia & Negócios

Professores aposentados travam luta por gratificação e incorporação de benefício

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Ao invés de trazer alento, a proximidade da aposentadoria também leva preocupação aos professores ligados à rede estadual de ensino. Quando deixam de dar aulas, perdem abonos e gratificações que, atualmente, representam 37% do salário. Por essa razão, a paridade de benefícios com os colegas da ativa tornou-se uma de suas bandeiras.

Ontem, cerca de 45 deles estiveram reunidos num encontro convocado pela subsede da Apeoesp (sindicato dos professores) em Bauru. Realizado no auditório do Teatro Municipal, os participantes foram convocados a engrossar as lutas gerais da categoria, inclusive durante a campanha salarial.

Para tanto, ao final da reunião delegados foram eleitos para representar os colegas no encontro estadual de professores, a ser realizado em São Paulo, no próximo dia 6 de julho. Na ocasião, cerca de 350 aposentados devem definir ações que beneficiem a coletividade. Os aposentados representam 40% dos 210 mil professores do Estado de São Paulo, segundo informações do sindicato.

“Perdemos a paridade desde 2003. Agora, o governo pode dar um reajuste geral, mas têm obrigatoriedade de contemplar os aposentados”, explica a coordenadora da Apeoesp em Bauru, Maria José Oliveira dos Santos. De acordo com ela, os aposentados também lutam pela incorporação das gratificações, assim como os professores da ativa.

O assunto vem sendo discutido em encontros promovidos pelas subsedes da Apeoesp. No Estado, elas somam 92. A de Bauru reúne representantes de 17 municípios próximos. Quem aceitou o convite de participar do encontro de ontem, foi informado da situação pela qual passa a categoria pela titular da Secretaria de Assuntos dos Aposentados da Apeoesp, Sílvia Pereira, que veio de São Paulo.

Após seus informes, os professores que compareceram seriam convidados a formar uma comissão, cujo objetivo é discutir, no máximo a cada dois meses, os problemas afetos aos aposentados. Em setembro do ano passado, por exemplo, 1.300 deles - que deixaram as salas de aula depois de 2003 - não receberam o reajuste de 15% concedido a toda categoria.

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