Esportes

Estatísticas apontam pior partida do Brasil

Folhapress
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Dortmund - O placar só não foi mais dilatado que os 4 a 1 sobre o Japão. Mas não foram só as vaias em Dortmund que colocam a atuação do Brasil contra Gana como a pior do time até agora na Copa da Alemanha. Isso fica evidente nas estatísticas da partida feitas pelo Datafolha.

Em praticamente todos os fundamentos, o time nacional apresentou números bem inferiores aos do resto da competição. A começar pelo item que Carlos Alberto Parreira mais preza no futebol. “Erramos muitos passes”, disse o técnico. E ele tem razão. Foi a primeira vez que o Brasil teve aproveitamento abaixo de 90% (ficou em 87%).

Foram 55 toques errados. Assim, sem segurar a bola, o time foi bombardeado pelos africanos. Foram 23 finalizações sofridas, um recorde nas edições das Copas que o Datafolha já tabulou - a primeira é a de 1970, no México. Sorte que os ganenses tiveram pontaria ruim - só sete das 23 conclusões exigiram defesas de Dida.

“Eles chutaram muito no gol, mas no meio, de longa distância. Nosso objetivo é não deixar os atacantes cara a cara com o Dida”, disse o zagueiro Juan, se esquecendo de lances como uma cabeçada à queima roupa de Gana que o goleiro salvou com os pés.

Gana chutou muito porque a marcação brasileira foi frouxa. Foram apenas 110 desarmes, outro recorde negativo da Seleção no Mundial da Alemanha. E o time ainda abusou mais das faltas. Foram 18, ou seis a mais do que a média da primeira fase.

Foram três gols, mas terça-feira o time criou menos chances. Foram só 12 conclusões, contra 22 do jogo com o Japão, quando Parreira usou cinco reservas.

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