Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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MÁS LEMBRANÇAS

Neste sábado, em Frankfurt, Brasil e França se enfrentarão mais uma vez em Copa do Mundo. O brasileiro tem lembranças traumáticas de alguns duelos entre as duas seleções. Será a quarta vez que as equipes sul-americanas e européias ficarão frente a frente na história dos Mundiais. Nesse confronto, os franceses levam a melhor. O primeiro duelo aconteceu na Suécia/58 e os brasileiros deitaram e rolaram, vencendo por 5 a 2, nas semifinais. O segundo duelo foi no México/86, com empate de 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação. Nos pênaltis, deu França. O terceiro duelo também foi traumático para os brasileiros. Na final da Copa da França/98, o time da casa venceu por 3 a 0. O maestro Zinedine Zidane, filho de argelinos, marcou dois gols. O outro foi de Petit. A partida no Stade France, em Saint-Denis, região metropolitana de Paris, marcou ainda o ataque ou comoção, sei lá - até hoje mal explicado - de Ronaldo, antes do jogo. Para o pega deste sábado, um clima de vingança pode mover os comandados de Parreira.

DESTAQUES

De acordo com a Fifa, o ucraniano Tymoschuk é o primeiro colocado na lista de zagueiros com mais desarmes neste Mundial. Nos quatro jogos que realizou, ele fez 14 desarmes em 360 minutos. Na Seleção Brasileira, o foco era o quarteto mágico - Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano - antes da Copa começar. Mas bastou a bola rolar para o ‘patinho feio’ - ou o ‘anônimo’ Zé Roberto se tornar o grande destaque. O meia defensivo já foi eleito duas vezes o melhor jogador em campo, nas partidas Brasil 2 x 0 Austrália e Brasil 4 x 1 Japão.

OLHO NO APITO

O espanhol Luís Cantalejo, que meteu a mão na Austrália, no jogo contra a Itália, será o árbitro de Brasil x França.

MAU GOSTO

O clima para um eventual encontro entre Alemanha e Itália na próxima fase da Copa já esquentou. Uma brincadeira de mau gosto da versão on-line de uma revista alemã causou revolta nos italianos. O motivo foi a publicação de uma coluna humorística no site da revista “Der Spiegel”. O texto, uma análise debochada da equipe de Totti, entitulada “Oleosos e pegajosos”, classificou os italianos de parasitas. Claro que a Azzurra ficou revoltada. E com razão.

BOBAGEM

Amor e ódio. Esse parece ser o sentimento dos torcedores brasileiros com Galvão Bueno. Alguns não conseguem assistir aos jogos da Seleção com outro narrador - é o meu caso - mas outra parcela está cheia dos seus bordões, como Haaaaaaaaaja coração e RRRRRRRRRRRonaldinho! Mas outros narradores de ponta criaram famosos bordões como “RI-VE-LI-NO” (Geraldo José de Almeida), “Olho no Lance” e “Pelo amor dos meus gatinhos” Sílvio Luiz). Ninguém achava ruim. De forma bem humorada a turma dos insatisfeitos protestou na Alemanha. Num dos jogos, apareceu uma faixa com os dizeres:”Cala a boca, Galvão”. No Brasileirão de 2005, uma faixa “Galvão, vai pentear macaco”, foi vista num estádio. Não sei porque essa bronca, acho isso uma bobabem. Se o Brasil tiver a infelicidade de perder a Copa, é capaz da ala dos telespectadores descontentes dizer que o culpado foi narrador global.

PÚBLICO

A Copa da Alemanha tem a quarta melhor média de público da história. Os 56 primeiros jogos (primeira fase e oitavas-de-final) do Mundial atraíram 2.885.739 espectadores, com 51.826 por confronto. Até hoje, a maior presença de torcedores foi no Mundial dos Estados Unidos-1994, em que a média ficou em quase 69 mil por duelo. Os 52 jogos daquele Mundial receberam um público total de 3.587.638. A Copa do Mundo de 1950, no Brasil, aparece em segundo, com média de aproximadamente 61 mil torcedores por jogo. A do México-70 ficou à frente do Mundial da Alemanha, registrando 52.312 por partida. O pior desempenho de público pertence à edição de 1934, na Itália. Apesar da conquista do título pelos donos da casa, a média ficou em 23.235 torcedores por jogo. Depois, aparece o Uruguai-1930, com 24.139.

PROMESSA

Ramón Calderón, candidato à presidência do Real Madrid, prometeu ontem que o meia brasileiro Kaká, do Milan, e o holandês Robben, do Chelsea, serão contratados caso ele seja eleito. Apesar das afirmações de Calderón, Kaká renovou contrato com o clube italiano por mais cinco anos.

MEMÓRIA

Copa do Mundo da Suécia/58: Brasil 5 x 2 França, em Estocolmo. Os gols foram de Pelé 3, Vavá e Didi. Fontaine e Piantoni marcaram para os franceses. Árbitro: Benjamin Griffiths (País de Gales). Público pagante: 29.100. Brasil: Gilmar; De Sordi e Beline; Zito, Orlando e Nilton Santos; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo. Técnico: Vicente Feola. França: Abbés; Kaebell e Lerond; Marcel, Jonquet e Penverne; Wisnieki, Fontaine, Kopa, Piantoni e Vincent. Técnico: Albert Batteaux.

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