Turismo

Belo Horizonte tem o toque de Niemeyer

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Igrejas de estilo barroco, museus, barzinhos, parques e amplas praças não faltam na bela Capital mineira: Belo Horizonte, uma cidade com mais de 2,2 milhões de habitantes e a primeira planejada do País.

Belô ou Beagá, como hoje vem sendo chamada, é agradável de se visitar. O passeio por essa senhora fundada em 1897 deve obrigatoriamente começar pelo bairro da Pampulha, planejado a mando do então prefeito Juscelino Kubitschek para se transformar em uma bela área de lazer.

A igrejinha famosa de São Francisco de Assis, projeto polêmico do arquiteto Oscar Niemeyer, fica ali, com suas curvas então consideradas ousadas, incluindo uma sucessão de abóbodas parabólicas que nascem do chão.

Como as outras obras do grande arquiteto, a igreja e as autoridades viam nela símbolos do comunismo e se reviravam ao presenciar a imagem de São Francisco desnudo. Graciosa, possui painéis, esculturas e pinturas de Cândido Portinari e Alfredo Ceschiatti.

Ao lado, fica a Casa do Baile, também de Niemeyer, e o Museu de Arte Pampulha, projetado para sediar um antigo cassino. O prédio na beira da lagoa tem estilo barroco e é repleto de jardins, palmeiras, lírios e quaresmeiras que nesta época estão desabrochando.

Em época de Copa, é bom aproveitar a visita à Pampulha para se conhecer o “Mineirão”, o maior estádio de futebol das Minas Gerais.

Outro marco da Capital é a praça da Liberdade, com seus prédios em estilo europeu da segunda metade do século 19 e com detalhes art nouveau e neoclássicos. O Palácio da Liberdade chama a atenção por seu estilo neoclássico e por ser a residência oficial dos governantes mineiros ao lado dos prédios das secretarias de Estado, com formas ecléticas. Também fica na praça o Museu de Mineralogia.

Rumo ao centrão, vale a pena cruzar a avenida Afonso Pena, popularíssima como a Paulista, de São Paulo, palco de manifestações religiosas, culturais e sociais.

Aquela feira de artesanato enorme, famosa no mundo todo, é realizada ali, reunindo mais de 3.000 artesãos, que vendem trabalhos em couro, metal e vidro. Também no Centro fica o palácio das Artes, o maior complexo cultural de Minas e que sedia o centro de formação artística, cinema, livraria e cafés.

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Parques

Áreas verdes não faltam em Belo Horizonte, além, claro, da Pampulha. O Parque das Mangabeiras, localizado nas encostas da serra do Curral tem mata nativa e beleza única.

Depois de andar, nada melhor do que curtir os happy-hours da cidade. À noite Belo Horizonte mostra sua cara mais amigável reunindo nas mesas dos mais de seus 8.000 bares, restaurantes e lanchonetes, executivos, profissionais liberais, gente comum e mulheres que não têm o menor problema de acenar para o garçom e pedir aquele chopp gelado devidamente acompanhado de lingüicinhas e queijo curado mineiro. Uai!

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