Presidente Prudente - Presos da penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo) fizeram ontem um tumulto em solidariedade ao líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, isolado desde 13 de maio na unidade.
O tumulto começou por volta das 15h30, quando dois promotores chegaram ao local para ouvir Marcola sobre a morte do bombeiro João Alberto da Costa, uma das vítimas da onda de ataques em maio no Estado. Marcola foi denunciado pelo Ministério Público como mandante do crime, com base em depoimento de um dos suspeitos.
Os promotores Carlos Roberto Talarico e Márcio Prado deixaram a penitenciária duas horas depois sem ouvir Marcola, por causa da ausência de seus advogados. Logo depois de Marcola ter sido retirado da cela para se encontrar com os promotores, os detentos começaram a bater nas portas de aço e gritar, ameaçando os agentes que escoltavam o líder do PCC. Alguns detentos conseguiram quebrar vidros das celas do presídio, onde vigora o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), considerado o mais rígido do País.
O Grupo de Intervenção Rápida (GIR), formado por agentes penitenciários treinados para controlar motins, começou a vistoriar as celas e recolheu alguns pedaços de vidro. Os gritos e até sons de duas bombas de efeito moral foram ouvidos do lado de fora da prisão. O presídio de Presidente Bernardes tem capacidade para 160 presos em celas individuais.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não confirmou o tumulto na unidade.