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Vistoria vai determinar possíveis demolições de imóveis próximos ao prédio que caiu em Recife

Folhapress
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Recife - Técnicos da Prefeitura de Recife e de entidades do patrimônio histórico iniciaram ontem uma vistoria nos imóveis localizados nas imediações do prédio de três andares que desabou terça-feira, no centro da cidade.

Sete pessoas morreram e outras sete ficaram feridas no acidente. O objetivo é verificar o risco de novos desabamentos e a eventual necessidade de demolições na região. Além de observar as condições dos prédios vizinhos, os peritos definirão a necessidade ou não de se preservar a fachada do edifício que ruiu.

O teto e as paredes laterais do imóvel desmoronaram sobre seis casas. Sete pessoas morreram no acidente. A hipótese da restauração está sendo discutida porque a área - onde existem diversos imóveis do século 19 - é considerada “zona especial de preservação do patrimônio histórico e cultural” do município.

Contudo, o risco de desabamento é grande e levou a prefeitura a interditar 18 imóveis vizinhos. O levantamento, que conta ainda com a participação da Defesa Civil, bombeiros e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), deverá ser concluído ontem.

O laudo será confrontado com o resultado da perícia feita pelo Instituto de Criminalística para uma decisão conjunta. Até agora, a única certeza é a necessidade de desocupação urgente das 18 casas. A maioria dos moradores acatou a ordem ao saber dos riscos. Segundo a prefeitura, se houver resistência, a retirada do morador será requisitada judicialmente.

De acordo com a administração, as famílias que não tiverem para onde ir receberão auxílio-moradia. O retorno só será autorizado após a conclusão dos trabalhos no local. Não há previsão de quando isso ocorrerá.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado investigam a responsabilidade pelas mortes. A prefeitura nega culpa no caso. Alega que o prédio é particular e que notificou o suposto proprietário, Júlio Cal Vidal, para que interditasse e reformasse o edifício. Nada foi feito.

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