Conhecido por atender pessoas de todo o Brasil, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, que completou 39 anos de atuação no último dia 24, também presta atendimento nas áreas de anomalias craniofaciais e deficiências auditivas a moradores de 41 cidades que compõem a Direção Regional de Saúde (DIR-10), num total de 10.165 pacientes.
São 8.609 deficientes auditivos e 1.556 pessoas com fissuras labiopalatais. Dos deficientes auditivos, 6.290 são de Bauru.
“Essas pessoas representam um universo que ainda merece atenção em nossa comunidade: o dos deficientes. Elas têm necessidades peculiares no que se refere à educação, à acessibilidade e a outros aspectos importantes para a socialização”, observa o superintendente do Centrinho, professor José Alberto de Souza Freitas.
“Muitas vezes, elas estão entre nós sem que percebamos. Os surdos, por exemplo, acabam criando guetos por não serem incluídos na sociedade. Precisamos olhar mais para eles e desenvolver programas municipais que possam respeitar as diferenças e ampliar a inclusão”, ressalta.
Os números
O Centrinho se diferencia de muitas outras pelo seu caráter interdisciplinar e por sua filosofia de atendimento humanizado e tratamento integral.
As estatísticas atuais do Centrinho apontam para a ultrapassagem da casa dos 66 mil pacientes matriculados na instituição (cerca de 44 mil pacientes com anomalias craniofaciais e 22 mil pacientes com deficiência auditiva).
Há cerca de 4,9 mil cidades brasileiras cadastradas no hospital (o que corresponde a 88% dos municípios do País), além de outras 51 cidades do Exterior.