As férias estão chegando e viajar com a família está no plano de muitos bauruenses. Reservar vaga em hotel, colocar combustível no automóvel e preparar as malas não podem ser as únicas preocupações. A volta para casa sem se envolver em acidentes depende de uma série de cuidados que não pode ser negligenciada, segundo os policiais. A principal é verificar corretamente as condições do carro.
“A maioria das pessoas pensa que imprudência é andar em alta velocidade, ultrapassar em local proibido, dirigir embriagado, mas é muito mais do que isso. A imprudência começa antes de sair de casa”, diz o capitão Jorge Duarte Miguel, comandante da 1.ª Cia.
Ontem de manhã, aproximadamente 50 estudantes de três escolas de Bauru e uma de Pederneiras, todos participantes do projeto social Jovens Construindo a Cidadania (JCC), assistiram a orientações das condições ideais do veículo e erros mais comuns que podem culminar em acidentes. A ação também atraiu curiosos que passavam pela praça Portugal.
Dois automóveis serviram de exemplos. No primeiro, o carro tinha todas as condições de segurança para viajar. No segundo, os pneus não estavam “careca”; o estepe estava murcho; o cinto de segurança estava quebrado; a luz de freio, setas dianteiras e traseiras e os faróis estavam sem funcionamento.
Uma soma de “erros” que pode significar acidente. “Nas férias de julho, certamente teremos mortes em acidentes de trânsito na cidade ou em estradas por falta de atenção a equipamentos básicos. O motorista responsável, antes de sair para viagem, pode verificar todos os itens facilmente, evitando acidentes”, afirma o capitão. Ele ressalta que dados do Detran mostram cerca de 42 mil brasileiros foram vítimas de acidente de trânsito nas cidades e estradas todos os anos.
No outro automóvel, todos os requisitos básicos para viajar com segurança estavam presentes: pneus em condições; cintos de segurança inclusive nos bancos traseiros; limpador de pára-brisa funcionando; nível correto de água no radioador e óleo de freio.
A secretária Madalena Pelissari Bittencourt contou aos estudantes um drama pessoal. Ela perdeu o filho, em acidente ocorrido em 2003. Hoje, trabalha para que o dia 9 de novembro, data em que o filho acidentou-se, seja reconhecido municipalmente como Dia da Paz no Trânsito. “Meu filho estava dirigindo com outros três colegas, em alta velocidades e acabou sofrendo um acidente. Neste sábado, ele completaria 23 anos”, conta Bittencourt.
Nayara Ferreira e Camila Fernanda Lopes Fávero aprenderam a lição. “Não sabia que o extintor de incêndio tinha que ficar embaixo do banco do motorista. Aprendi muita coisa”, conta Nayara. A colega já sabe o que vai fazer. “Vou puxar a orelha do meu pai quando ele tiver fazendo alguma coisa errada”, fala Camila.
A orientação aos estudantes e à população foi promovida em ação conjunta da 1.º Cia de Polícia Militar, 3.º Distrito Policial, Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru.