Esportes

Itália sonha com vaga sem sofrimento

Folhapress
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Hamburgo - Tudo o que a Itália espera hoje, a partir das 16h (de Brasília), em Hamburgo, é a vaga nas semifinais da Copa do Mundo sem tanto sofrimento. Porém, terá pela frente a Ucrânia, que, mesmo sem balançar as redes no tempo normal e na prorrogação, eliminou a favorita Suíça nas oitavas-de-final do torneio.

Na segunda-feira, contra a Austrália, o time comandado por Marcello Lippi só garantiu a classificação após Totti converter um pênalti marcado de forma equivocada aos 48 minutos do segundo tempo. Durante boa parte do jogo, a Seleção Italiana atuou com um jogador a menos e viu os adversários pressionarem e serem parados pela boa atuação do goleiro Buffon.

Mesmo com o surpreendente esquema com três atacantes, é a defesa italiana que tem se destacado na Alemanha - sofreu apenas um gol, contra os Estados Unidos. Mas, diante dos ucranianos, o setor será reformulado. O zagueiro Nesta ainda se recupera de uma lesão na coxa e segue fora do time. O substituto imediato, Materazzi, foi expulso no início do segundo tempo contra os australianos e cumpre suspensão.

O treinador italiano terá de lançar mão do inexperiente Barzagli, justamente quando sua equipe enfrentará o atacante ucraniano Shevchenko, duas vezes artilheiro do Campeonato Italiano em sete anos de Milan -recentemente, se transferiu para o Chelsea (ING).

Outra preocupação da comissão técnica da Itália é com o moral dos jogadores, abalados pelo acidente com o ex-lateral Pessotto, que já defendeu a seleção de seu país e hoje é dirigente da Juventus. Ele caiu do segundo andar da sede do clube de Turim e está internado em estado grave. Na terça, Del Piero, Zambrotta e o assistente técnico Ciro Ferrara viajaram até o país e visitaram o dirigente no hospital.

Motivada pela classificação às quartas, a Ucrânia também tem problemas para o jogo de hoje. O atacante Voronin sofreu uma contusão muscular na coxa durante a partida contra a Suíça e está fora da Copa. O substituto será Rebrov, que formará a dupla ofensiva com o Shevchenko.

Estreante em Mundiais, a Ucrânia conta com a experiência do técnico Oleg Blokhin, 53 anos, no banco de reservas. O atual treinador já participou de duas Copas como jogador da antiga União Soviética - esteve em campo inclusive na derrota diante do Brasil (2 a 1), em 1982, na Espanha. Porém, nunca passou das quartas. Contra os italianos, Blokhin espera avançar no torneio mesmo que não precise furar a defesa italiana. E experiência para isso também não falta: eliminou a Suíça, que não sofreu um gol na Alemanha, nos pênaltis.

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