Esportes

Rooney diz que não existe clima de revanche contra os portugueses

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Baden Baden - O atacante inglês Wayne Rooney afirmou ontemque o jogo contra Portugal, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo-2006, não é encarado pelos jogadores da seleção da Inglaterra como uma revanche. A SeleçãoInglesa foi eliminada da Eurocopa-2004, nos pênaltis, por Portugal, que jogava em casa e já era comandado por Luiz Felipe Scolari. Rooney não participou daquele jogo porque estava lesionado.

“Eu certamente não vou para o jogo procurando revanche... Nós não tivemos sorte e foi frustrante. Tomara que possamos voltar a vencê-los neste jogo”. Rooney comemorou sua atuação no jogo contra Equador, pelas oitavas, o primeiro que ele participou inteiro depois de ficar afastado dos gramados com uma lesão no pé.

“Fiquei bem satisfeito com minha performance no último jogo e deliciado com o resultado [1 a 0 para a Inglaterra]”, disse. Mesmo sem ter feito sequer um gol em Copas do Mundo, Rooney, de apenas 20 anos, já pensa em alcançar o brasileiro Ronaldo -que, contra Gana, chegou ao 15º gol em Mundiais, superando o alemão Gerd Müller e se tornando o maior artilheiro da história do torneio.

“Espero poder fazer o que Ronaldo fez pelo Brasil na minha carreira”, disse o atacante do Manchester United. “Ele tem sido um dos melhores jogadores nos últimos 10 anos”. Depois de passar por um longo período de recuperação, Rooney diz que está “faminto” para marcar seu primeiro gol na competição.

“Não sei como me sentiria se marcasse após tanto tempo parado. Não sei dizer. Mas espero marcar logo. Estou faminto”, afirmou, embora tenha ressaltado que o mais importante é um bom resultado da Inglaterra. “Seria ótimo marcar o primeiro gol em Copas do Mundo, mas o mais importante é a vitória do time”.

Rooney admitiu que a Inglaterra não vem jogando o que se espera dela -“Tem mais para sair desse time, definitivamente”-, mas disse estar feliz com os resultados. “Em alguns jogos não jogamos nosso melhor futebol, mas conseguimos o resultado que precisávamos”, afirmou.

Os jogadores ingleses ficaram irritados com as declarações do presidente da Fifa, Sepp Blatter, de que a Inglaterra é a única equipe que não praticou um futebol ofensivo nas oitavas-de-final. Pouco impressionado com vitória de 1 a 0 sobre o Equador, que garantiu aos ingleses uma vaga nas quartas-de-final, Blatter disse ao jornal alemão “Tagesspiegel” que “não é o tipo de futebol ofensivo que você espera de um time que aspira ao título”.

Os comentários não caíram bem entre os jogadores da Inglaterra.

“Não escuto Sepp Blatter porque eu não quero escutá-lo, porque eu e outros jogadores temos uma quarta-de-final para disputar e eu não quero ouvir coisas negativas e pessoas dizendo o quão ruins nós somos”, disse o lateral Gary Neville.

Beckham

O inglês David Beckham, assim como toda a delegação inglesa, vem tentando diminuir o clima de rivalidade entre os times e, sobretudo, com o técnico Luiz Felipe Scolari.

O meia de 31 anos afirmou, em entrevista ontem, que o jogo “não será uma batalha pessoal com Portugal ou Scolari”, acrescentando que “eles (portugueses) têm um time muito bom, com alguns dos melhores jogadores do mundo, e Scolari é um ótimo técnico e uma boa pessoa, com um retrospecto incrível”.

A imprensa mundial tem insistido na questão da rivalidade dos ingleses com o treinador gaúcho porque o “English Team” foi eliminado por equipes dirigidas por Scolari nas quartas-de-final do Mundial-02, quando o Brasil fez 2 a 1 na Inglaterra, e na mesma fase da Eurocopa-04, quando Portugal se classificou para as semifinais na disputa de pênaltis.

Comentários

Comentários