Economia & Negócios

Termina greve na Justiça do Trabalho

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Após mais de 40 dias de greve, os servidores da Justiça do Trabalho retomaram suas atividades. A decisão foi tomada durante assembléia da categoria realizada em Campinas. Ainda não foi divulgado o montante de processos que não puderam ser protocolados desde que a greve começou, no dia 17 de maio.

De acordo com Maria Izabel Marques, integrante do comando de greve de Bauru, na assembléia os trabalhadores decidiram suspender o movimento porque o Ministério do Planejamento propôs implantar em até seis meses o plano de cargos e salários (PCS) reivindicado pelos servidores desde o ano passado.

“O projeto que fala sobre o nosso plano de cargos e salários já está na Câmara dos Deputados para ser votado. Em função disso, decidimos encerrar a greve, porém, continuamos em estado de greve”, alerta Maria Izabel.

Segundo ela, ainda não foi definido pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo se serão descontados do salário dos servidores os dias em que eles ficaram parados. “Se os dias não forem descontados, teremos que definir como será o esquema de trabalho para que possamos colocar em dia os processos acumulados.”

Em Bauru, 62% dos 63 funcionários da Justiça do Trabalho aderiram à greve. Na 2.ª Vara do Trabalho o atendimento ao público foi mantido. Nas demais, o serviço foi interrompido total ou parcialmente.

As reivindicações da categoria também incluem a restituição do desconto no auxílio-alimentação dos funcionários, pagamento dos quintos e décimos pela jornada de 35 horas semanais, aumento do auxílio-alimentação e pagamento do reajuste de 11,98%.

No câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, os funcionários continuam paralisados. A categoria está em greve desde o dia 25 de maio. A principal reivindicação é um reajuste salarial de 7%. O governo do Estado ofereceu 0,75% de imediato e mais 1,79% em setembro, proposta que foi recusada pela categoria. A próxima rodada de negociação está marcada para este mês.

Ao todo, 400 servidores estão parados no câmpus. Apenas os serviços essenciais, como limpeza e segurança, estão ativos. A biblioteca está funcionando parcialmente, com cinco dos 25 funcionários que trabalham no local.

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