Polícia

Bombeiros treinam brigadistas em prédios grandes do Calçadão

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 4 min

A atuação dos brigadistas - pessoas treinadas pelo Corpo de Bombeiros para agir em caso de incêndio - podem salvar vidas. Mas o capitão Geraldo Aparecido Delmonte afirma que desconhece que alguma edificação com mais de 750 metros quadrados de área, ou seja, os prédios grandes do Calçadão da Batista possuam brigada de incêndio formada. A primeira turma, de funcionários do Edifício Comercial na quadra 4, começará a ser treinada nos próximos dias.

Foi exatamente neste local que os bombeiros fizeram uma simulação combate a princípio de incêndio em edifício, ontem de manhã, que envolveu 350 pessoas - a maioria funcionários das salas comerciais.

“Os brigadistas têm o papel de transmitir orientações que são muito importantes na hora do incêndio. Por exemplo, eles organizariam as pessoas que estão no prédio e levariam-nas para a escada”, diz o sargento Ricardo Solto Dias Garcia. Ele explica que o erro mais comum é usar o elevador. “Outra atitude errada é subir os andares. O ideal é que as pessoas desçam, mesmo se o incêndio ocorrer em um andar abaixo do que ela está”, diz Garcia.

Na manhã de ontem, a simulação despertou a curiosidade da população e mais de 100 pessoas se aglomeraram para ver o salvamento. Uma mulher, que simulou ter fraturado a perna ao escorregar na escada do prédio foi imobilizada e levada para o hospital, todo procedimento que ocorreria se o acidente fosse real.

Passando pelo local, Salete Rejane Esperança viu uma cortina de fumaça no 4.º andar do prédio e assustou-se. “Pensei que fosse de verdade, mas uma senhora me contou que era simulado. Ainda bem”, diz. A fumaça foi provocada por um aparelho do Corpo de Bombeiros que utiliza glicerina para simular fumaça de incêndio.

Como fazia parte da simulação, aos poucos as pessoas que estavam no prédio foram descendo e ficando em local isolado próximo.

O auxiliar de escritório Rommel Oliveira participou do simulado de incêndio porque trabalha no 8.º andar no prédio. Como recordação, ele tirou fotos pelo celular. “Descemos a escada em fila, naturalmente. Já sabíamos que teria esse simulado hoje (ontem), conta Oliveira.

Em caso de acidente, os bombeiros orientam a pessoa a não desesperar-se e a descer os andares pela escada. Se possível, cobrir-se com uma toalha molhada. Na opinião de Delmonte, a operação foi satisfatória. “As imagens foram gravadas por uma produtora e serão exibidas em palestras e cursos”, informa o capitão.

Equipamentos

Os equipamentos necessários para proteção das edificações - como extintores, saídas de emergência, entre outros - estão especificados no decreto estadual n.º 46076 de 2001. Estabelecimentos com área de até 750 metros quadrados precisam possuir extintores; iluminação, saídas e sinalização de emergência.

Já os acima de 750 metros quadrados precisam de mais itens, como brigada de incêndio, alarme de incêndio, hidrantes, entre outros. Para estar adequado à legislação vigente, assim que o proprietário ou responsável técnico pela edificação executar os equipamentos de proteção, o pedido de vistoria do estabelecimento deve ser feito ao Corpo de Bombeiros.

A simulação de ontem fez parte da “Semana Prevencionista”, que começou no último domingo e irá se estender até amanhã. Além das simulações, a programação conta com palestras para crianças e adolescentes sobre o perigo de empinar pipas com linha com cerol. Ontem, em uma solenidade na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP), bombeiros que se destacaram receberam medalhas. O Dia do Bombeiro é 2 de julho, mas as comemorações foram antecipadas para ontem.

Estava previsto que o helicóptero Águia da Polícia Militar participaria da simulação, içando uma vítima, mas não pôde participar por estar em operação na região. Para a simulação, foram utilizadas cinco viaturas do Corpo de Bombeiros e efetivo de cerca de 28 homens.

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Incêndios

Bauru contabiliza quatro incêndios em um ano. Em março, um incêndio consumiu os móveis e aparelhos eletrônicos da loja Romera, na quadra 6 da rua 1.º de Agosto. Um mês antes, em fevereiro, o fogo atingiu três depósitos do Supermercado Panelão, no Jardim Redentor. Em outubro do ano passado um incêndio destruiu uma fábrica de colchões na Vila Cardia, localizada na quadra 6 da avenida Aureliano Cardia

Em março de 2005 foi o depósito do supermercado Confiança Max que acabou destruído pelas chamas.

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