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Ronaldo busca primeiro gol contra os franceses

Por Eduardo Arruda | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Frankfurt - Não é só para a Seleção Brasileira que a França é uma parada indigesta nos últimos tempos. Para o maior artilheiro da história das Copas, e que tem um ótimo retrospecto contra os outros campeões mundiais, enfrentar o time azul foi puro pesadelo até o momento. Ronaldo, 29 anos, nunca balançou as redes contra os franceses.

Foram três jogos, e além da famosa decisão de 1998, passou em branco em torneio amistoso de 1997 e na celebração do centenário da Fifa, em 2004. A Seleção também não conseguiu vencer nenhum dos jogos - foram dois empates e a derrota por 3 a 0 na final da Copa.

Jejum que se torna mais incomum quando comparado com o que acontece quando Ronaldo enfrenta os outros grandes da bola. Diante de Argentina, Uruguai, Itália, Inglaterra e Alemanha, o atacante fez 15 gols em 17 jogos, numa média até maior do que a registrada em jogos de Copas.

Quem dera para os alemães, que podem enfrentar o Brasil na decisão do Mundial, que Ronaldo tivesse contra eles a mesma performance pobre dos confrontos contra a França. Em três jogos, ele comemorou gols três vezes contra os anfitriões da Copa-06.

A seca acontece contra um país com quem Ronaldo mantém fortes laços. Zidane é um de seus melhores amigos no futebol. Organiza com ele todo ano um jogo beneficente na Suíça. O atacante brasileiro adora passar férias em um parque de diversões nos arredores de Paris. Ele fez questão de realizar seu casamento com a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli em um hotel francês.

Ontem, Ronaldo passou pela zona mista montada pela Fifa em todos os estádios dos torneios que organiza sem falar com a imprensa, como já havia feito no treino de ontem em Bergisch Gladbach. Prometeu abrir a boca após a partida de hoje, em Frankfurt.

Mas Carlos Alberto Parreira falou por ele. “O Ronaldo está muito confiante, tranqüilo, voltou a sorrir, está ótimo e calmo em relação a 98. Tenho certeza disso”, disse o treinador, que fez comparações de seu jogador com Zidane e também falou sobre o futuro dos dois.

“O Zidane era mais da armação, da criação, do estilo. O Ronaldo da finalização, é mais goleador. Dentro de suas características, foram dois monstros do futebol, sem dúvida. O Zidane está terminando a carreira, tem 34 anos, e o Ronaldo tem alguns anos pela frente. Ele só tem 29 anos e pode jogar mais uma Copa se estiver motivado”, afirmou Parreira, que foi o primeiro treinador brasileiro a convocar o atacante, há mais de 12 anos - também o levou para a Copa dos EUA.

Durante a semana, Ronaldo pouco falou sobre a propalada chance de revanche. Disse que não vê o jogo por esse prisma, o que também foi feito por seu pai após visita à seleção na concentração da equipe.

Estatística

Não é só por um desempenho melhor na artilharia que Ronaldo é o integrante do quarteto mágico da Seleção que mais se destaca na Copa. Nos quatro primeiros jogos na Alemanha, Ronaldo finalizou, em média, 3,5 vezes por jogo. Quem chega mais perto no quarteto é Adriano, com 2,5 conclusões por partida. O jogador de maior IMC (índice de massa corporal) da Copa controla a bola melhor que os companheiros de ataque. Ele perde 5,3 bolas dominadas por partida, contra 9,7 de Adriano, 6,8 de Kaká e 5,5 de Ronaldinho.

Mesmo ficando praticamente o tempo todo no ataque, onde a chance de erro no fundamento é maior, Ronaldo tem o melhor passe do quarteto.

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