Esportes

Ronaldinho projeta gols diante do adversário

Por André Coutinho e Antonio Rocha Filho | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Frankfurt - O futebol de Ronaldinho com a camisa da Seleção pode ter ficado escondido em algum canto do estádio alemão que abriga o confronto de hoje, entre Brasil e França. E a hora não poderia ser mais propícia para o melhor do mundo recuperá-lo.

Na mesma Frankfurt, há um ano e dois dias, em 29 de junho de 2005, o mágico do quadrado fazia seu último gol pelo Brasil, em uma partida perfeita diante da Argentina, que terminou com uma goleada de 4 a 1 e o título da Copa das Confederações.

“É mesmo? Não sabia disso”, disse o meia, que até mudou um pouco o discurso e agora já cogita a possibilidade de voltar a balançar as redes. “Meu objetivo maior é dar passe para gol, mas é lógico que (marcar) um gol num momento importante é bom.”

Com um aspecto sério, diferente dos sorrisos de graça que o torcedor está acostumado a ver, o jogador passou ontem pelo longo percurso do ônibus até o vestiário e foi insistentemente questionado pelo batalhão de jornalistas. A pergunta era uma só: chegou a hora de desencantar, Ronaldinho?

“Pode ser, mas estou aqui para ajudar os companheiros de Seleção”, respondeu para um. “Estou tranqüilo, pois sei que uma hora o gol vai sair naturalmente”, disse para o outro. “Estou jogando para o grupo. Não para mim”, emendou.

A verdade, porém, é que Ronaldinho se esforça para driblar a fase ruim, mas, no fundo, sabe que aquele futebol que todos esperam sair dos seus pés não veio para a Alemanha. “Meu rendimento está dentro do normal, sim, mas tenho consciência de que posso render muito mais”, soltou o craque.

Ronaldinho ganhou de novo o apoio do técnico Parreira. “O Ronaldinho está rendendo aquilo que era previsto”, disse, fazendo eco às palavras do craque. Na opinião de Parreira, ele pode crescer a partir das quartas-de-final, porque “tem talento para isso”.

O treinador brasileiro acha que foi criada uma expectativa muito grande em torno de Ronaldinho. “Ele não tem obrigação de cada vez que pegar na bola fazer uma jogada mirabolante”, avisou.

Segundo Parreira, a pressão para Ronaldinho ser o melhor da Copa é enorme e, felizmente, o jogador “não se deixou abater por essa pressão”. Ronaldinho tentará hoje buscar inspiração naquela goleada, no mesmo estádio, para voltar a fazer o que sempre soube.

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