Nacional

Fazendeiro envolvido na morte de missionária deixa prisão no Pará

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão -acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang, em fevereiro do ano passado, em Anapu (PA) - deixou ontem a unidade prisional Centro de Recuperação do Coqueiro, em Belém (PA), graças a um habeas corpus concedido anteontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a prisão preventiva ilegal.

Galvão, conhecido como Taradão, estava preso preventivamente desde abril de 2005.

A Justiça determinou que Galvão seja levado à júri popular, mas ele recorreu e vai aguardar a decisão em liberdade. De acordo com o diretor da unidade, coronel Luiz Correia Júnior, Galvão deixou a prisão acompanhado da mulher e do advogado.

O advogado de Galvão, Jânio Siqueira, disse ontem que seu cliente viajaria para São Paulo tão logo fosse libertado para fazer tratamento ortopédico e dentário. O advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) José Batista Gonçalves Afonso, que atua também como assistente de acusação, disse que a decisão mostra que existe “uma Justiça de classe” social. “Convivemos com uma Justiça de classe, que atinge os pobres, mas não consegue chegar aos mandantes dos crimes”, disse ele. Para dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu, com sede em Altamira (PA), uma das argumentações aceitas pelos ministros do STF - de que a prisão de Galvão foi motivada por vingança - é uma agressão à sociedade.

Comentários

Comentários