Bairros

Pelegrina discorda de algumas decisões do conselho

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Gabriel Pelegrina não fez faculdade de história, mas em Bauru goza o prestígio de um dos maiores especialistas em memória da cidade. Ferroviário aposentado, não foge de polêmicas quando o assunto é patrimônio cultural da cidade.

Foi membro do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Condepac) desde a fundação, em 1993, até o ano retrasado. “Fui tirado de lá”, afirma. Pelegrina costumava divergir de parte dos membros do conselho.

Segundo ele, algumas decisões do órgão não respeitavam o regulamento sobre tombamento. “Muitos imóveis não possuem real valor histórico que justificasse sua preservação e outros não possuíam condições de ser restaurados”, diz.

Com uma visão peculiar a respeito da conservação do patrimônio cultural de Bauru, Pelegrina já foi protagonista de um episódio polêmico, em 1997, o destombamento das antigas Indústrias Matarazzo, na região da Vila Antártica.

Incluídas no patrimônio histórico da cidade em processo datado de 1996, as construções foram excluídas no ano seguinte. Pelegrina foi um dos que mais apoiaram o destombamento e a demolição do imóvel. “De que adiantava conservar um prédio que iria “tombar” por conta própria?”, ironiza ele, referindo ao péssimo estado em que se encontrava a parte interna dos prédios.

Apesar de favorável à preservação de imóveis em bom estado e que estejam de acordo com as normas do Condepac, Pelegrina costuma questionar o tombamento de edifícios como forma de manter a memória histórica da cidade.

“Isso poderia muitas vezes ser feito com fotografia, livros. Assim evitaria que áreas degradadas continuassem atravancando o progresso da cidade”, defende.

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