Frankfurt - Depois de eliminar o Brasil da Copa do Mundo nas quartas-de-final com uma vitória por 1 a 0, ontem, o técnico da França, Raymond Domenech, declarou que não foi “exatamente” difícil vencer o jogo.
“O Brasil não foi exatamente um problema... bem, o técnico do Brasil pode falar muito melhor sobre o time dele do que eu”, declarou Domenech.
Segundo ele, sua equipe se utilizou de uma mistura entre ataque e defesa para vencer. “Diante de um time como o Brasil, não se pode atacar 90 minutos. A idéia era fazer essa mistura”, declarou ele, que armou um esquema com nove atrás quando os brasileiros atacavam. “Não diria que dominamos o jogo, mas conseguimos gerenciar como devíamos.”
O técnico preferiu se concentrar em suas próprias comemorações, admitindo que está radiante, mas resistiu às provocações para cantar a vitória do título mundial. “Não há palavras para explicar o que aconteceu durante uma hora e meia, nesse jogo”, declarou Domenech, assim que saiu do campo.
“Eu pulei com eles, estou esgotado, é uma felicidade imensa”, declarou. “Os meninos chegaram lá”, declarou. “Mas só posso dizer que chegamos até Munique, por enquanto só isso. A felicidade é o que estamos vivendo agora; só o futebol pode nos dar um momento como esse”, afirmou o francês Sagnol.
O lateral-direito Willy Sagnol, que participou da vitória da Seleção Francesa contra o Brasil, 1 a 0, ontem, resultado que classificou o time à semifinal da Copa do Mundo, considerou o resultado normal.
“Para nossa equipe, (o resultado) não foi uma supresa”, disse o defensor, que atua no Bayern de Munique (Alemanha). O jogador também elogiou seu companheiro, o meio-campista Zinedide Zidane, que comandou a equipe ontem. “Zidane foi excepcional. Em sua últimas partidas, quer dar tudo pela França e por sua família”, disse Sagnol.