Internacional

Evo Morales consegue vitória apertada em referendo na Bolívia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

La Paz - O presidente boliviano, Evo Morales, conseguiu uma apertada vitória ontem no referendo sobre o aumento da autonomia dos departamentos e na eleição da Assembléia Constituinte, mas a oposição demonstrou sua força com uma impressionante votação em Santa Cruz e ao impedir que os governistas elegessem mais de dois terços dos que redigirão a nova Constituição, aponta pesquisa boca-de-urna divulgada pela rede de TV ATB.

A resposta “não” defendida por Morales obteve 51,6% dos votos válidos, contra 48,4% do “sim”, cuja campanha foi comandada por lideranças do rico departamento de Santa Cruz e pela agremiação oposicionista Podemos (Poder Democrático e Social), do ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga.

O referendo de ontem consolida a Bolívia dividida entre os cinco departamentos do altiplano, onde venceu o “não” defendido, e os quatro departamentos do leste do país, que apoiaram o “não”, segundo a pesquisa boca-de-urna. Chamada de “meia lua” pela forma como aparece no mapa boliviano, os departamentos oposicionistas reúnem os amazônicos Pando e Beni, Santa Cruz, o principal pólo econômico, e Tarija, onde estão as principais reservas de gás do país. Santa Cruz foi o departamento em que uma resposta teve a maior taxa de votação: 80,5%.

Na eleição para os 255 membros da nova Assembléia Constituinte, o Movimento ao Socialismo (MAS) de Morales confirmou o favoritismo ao eleger cerca de 125 candidatos, contra 78 de Poder Democrático e Social (Podemos), principal agremiação oposicionista. Em terceiro lugar, ficou a Unidade Nacional, também de oposição, com 12. A margem de erro é de 4 a 5 pontos percentuais, segundo a boca-de-urna da da ATB.

Berço do movimento político que originou a convocação de uma nova Assembléia Constituinte e reduto político de Evo Morales, a empobrecida cidade de El Alto, na periferia de La Paz, foi às urnas ontem propensa a votar pelo partido governista, o MAS, e a seguir o presidente optando pelo “não” no referendo sobre a concessão de mais autonomia para os departamentos (Estados) do país.

Comentários

Comentários