Politicando

O fazendeiro e o aviador


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Era a semana de comemorações pelo aniversário da cidade de Avaí quando reencontrei meu amigo Antonio Sergio Garcia, chegadíssimo na política daquela localidade. Eu apresentava em praça pública os meus quadros, juntamente com outros pintores.

Apreciando os quadros, o amigo notou que nas telas que eu pintava o observador ficava como que voando sobre as paisagens apresentadas e, curioso como era, me perguntou: “Você ainda é aviador?”

Estranhei a sua pergunta, mas entrando numa possível brincadeira, respondi: “Sim, eu ainda sou aviador.”

Então ele me fez a seguinte proposta: “Quando você passar voando sobre a minha fazenda, faça algumas fotos lá do alto para depois pintar um quadro para mim.” Eu prometi realizar seu pedido, embora não o pudesse, por motivos óbvios.

No ano seguinte, mais um aniversário de Avaí, lá estava eu com os mesmos colegas pintores, quando chegou o Antonio Sergio novamente e, desta vez, com sua esposa.

Eu me apressei em pedir minhas desculpas, pois não passara sequer uma vez voando sobre a sua fazenda. “Mas que fazenda, meu marido não tem fazenda”, assustou-se a mulher.

Eu e o amigo ficamos olhando um para o outro com cara de bobos, então apresentei logo as devidas explicações: “Não se assuste, minha senhora. Seu marido não é fazendeiro, mas nem eu sou aviador.”

Contada por Eurico de Oliveira, de Avaí

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