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Clássico entre Alemanha e Itália define o primeiro finalista

Folhapress
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Dortmund - Ofuscadas no início do torneio pelo favoritismo brasileiro, Alemanha e Itália entram em campo hoje, às 16h (de Brasília), esbanjando confiança para definir o primeiro finalista da Copa do Mundo. Repletas de problemas até o mês passado, fizeram valer o peso de seus seis títulos mundiais - três para cada - e conseguiram se encontrar durante a competição.

Em Dortmund, onde a Alemanha nunca perdeu, tentam levar em frente o sonho de conquistar o tetra. A falta de crédito na equipe anfitriã tinha em Jürgen Klinsmann o seu principal motivo. Novato no cargo, o ex-atacante da seleção campeã em 1990 foi criticado pelo fato de a defesa alemã não apresentar consistência nos jogos preparatórios.

O capitão do time, Michael Ballack, foi um dos que levantaram dúvidas nesse sentido, principalmente após a goleada por 4 a 1 sofrida em março justamente diante do adversário de hoje. Até mesmo o fato de morar nos Estados Unidos, e não em seu país, foi usado contra o treinador - estaria longe demais dos jogadores.

Com o bom desempenho no Mundial, tudo mudou. Klinsmann conseguiu convencer os críticos com três vitórias incontestáveis na fase classificatória e uma apresentação eficiente diante da Suécia, nas oitavas-de-final. Nas quartas, viu sua equipe sair atrás contra a Argentina, mas encontrar forças para conseguir o empate e a classificação na disputa por pênaltis.

A imprensa passou a poupar o treinador. Ballack mudou de opinião sobre o sistema defensivo da equipe. E foi o que bastou para a federação de futebol do país demonstrar interesse em renovar o contrato do técnico após o torneio.

Hoje, o treinador alemão poderá contar com Ballack e Klose no time titular - estão recuperados fisicamente de contusões sofridas no jogo diante da Argentina. Com isso, Klinsmann terá apenas um desfalque: Frings, suspenso ontem pela Fifa por brigar com os argentinos após a partida de sexta - Borowski e Kehl disputam a vaga.

Além da revanche pela goleada sofrida em março, o time terá outra motivação para o clássico. Se chegar à final, cada jogador alemão receberá uma premiação de 150 mil euros (mais de R$ 415 mil).

Na Itália, nem mesmo os 4 a 1 impostos aos anfitriões no último encontro foram capazes de evitar um período de turbulência. A Seleção Italiana também fez um “torneio de recuperação”. O técnico Marcello Lippi iniciou a preparação para o Mundial com o grupo dividido.

Totti e Del Piero disputavam vaga entre os titulares e traziam desarmonia ao grupo. O escândalo de corrupção no futebol do país refletia no elenco, repleto de jogadores dos principais times envolvidos. Contusões também afetaram a equipe. Com o decorrer da competição, o treinador conseguiu unir os jogadores e deu fim aos problemas internos - hoje, Del Piero demonstra apoio público a Totti, que está completamente recuperado da contusão que o atormentou antes do Mundial.

A polêmica sobre o caso de corrupção também foi afastada, e até mesmo o acidente envolvendo o ex-jogador Gianluca Pessotto, que caiu do segundo andar do prédio da Juventus, serviu para agregar o elenco.

Contra os alemães, Lippi terá apenas um problema. O zagueiro Alessandro Nesta continua fora por contusão. O substituto será Materazzi, que cumpriu suspensão na vitória sobre a Ucrânia (3 a 0), nas quartas-de-final. Para chegar à decisão contra França ou Portugal, a Itália aposta em um retrospecto bastante favorável: em quatro partidas, nunca perdeu para a Alemanha em Mundiais.

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