Tribuna do Leitor

Na porta da Igreja


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Venho novamente a esta conceituada coluna expressar minha indignação em relação à “Corrida do Carteiro”, ocorrida domingo dia 1/7/2006. Sou membro da Igreja Metodista, localizada em frente à agência dos correios, na Rua Gerson França, e assim como no ano passado, nosso culto a Deus e a nossa Escola Dominical foram bastante prejudicados. A organização da prova, se é assim que eu posso chamar, montou a barraca de vestiários, banheiros, barracas de vendas de camisetas, bem na porta de nossa Igreja, em cima de nossa calçada, e o caminhão de som, parado no meio da rua, bem na porta de entrada do templo. Mesmo mudando o culto para o salão nos fundos da igreja, era quase impossível ouvir ao pastor.

A sensação que tínhamos ao olhar para a porta de Igreja é aquela que Jesus deve ter sentido ao expulsar os vendedores do templo e advertí-los “A minha casa será chamada casa de oração”. Por que a organização(?) da prova não montou o palco, o som, os vestiários no meio da quadra da Rua Gérson França, na esquina da praça em frente à Câmara ou na esquina da delegacia de polícia? Por que aquele caminhão de som tinha que ficar ligado o tempo inteiro tocando samba, pagode e outras músicas? Cadê o respeito ao próximo? Pior, cadê o respeito a uma Igreja que está localizada naquela mesma esquina há quase oitenta anos? Entendam bem, sou professor de educação física e totalmente a favor do esporte. A minha queixa é em relação à equipe que organizou a prova. Jeito para evitar problemas com os vizinhos tinha. Faltou vontade. Faltou competência.

Maurício Magrini

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