Freqüentadores assíduos do Amadeu’s Bar, do Paulinho e da Neuza, costumam se reunir na casa do Brochinha para um desjejum todos os sábados de manhã, antes de partirem para a rotineira jornada etílica. Dias destes, o anfitrião preparou a mesa para o café matinal e aproveitou para fazer uma surpresa para os amigos, abrindo uma lata de caviar português e colocando em um prato. Enquanto acabava de preparar os “comes” na cozinha, chegaram Drigg e Pão Doce, inseparáveis companheiros nas madrugadas bauruenses. Pão Doce olhou a mesa parcialmente colocada, piscou para Drigg e tascou:
- Óia... óia só o Broxinha... comeu mamão antes da gente e deixou as sementes no prato...
E com o intuito de colaborar com a limpeza jogou as “sementes” no lixo e lavou cuidadosamente o prato, deixando desesperado o anfitrião:
- Cadê o caviar que tava aqui?
- Tá bêbado logo cedo, ô Bró? Caviar não tinha não... tinha um punhadinho de sementes de mamão.... joguei no lixo... (Contada por Antonio Pedroso Júnior)