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Instrumentos de um educador


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O educador é um ser emocional, e como tal vive aquilo que ama. Para ser um educador é necessário possuir qualidades e pré-conhecimentos. Professores temos vários, quem sabe a grande maioria. Porém, educadores não são muitos, pois possuem uma essência refinada de viver e sentir. Compromisso, utopia, espíritos crítico e investigativo, cooperação, interesse, reflexão, relacionamento e fé são adjetivos concernentes ao educador. Espera-se que o educador domine o conhecimento, entretanto para que os alunos construam conhecimento e aprendam a ser, necessitam de compreensão e de modelos para seguir. Neste aspecto, a relação educador-aluno abre caminhos imagináveis. A flexibilidade, a abertura crítica e a troca de experiências geram um prazer no ensino-aprendizagem dantes desconhecido. A observação do cotidiano é um bom início para a compreensão do aluno. Somente podemos aprender vivenciando. A vivência traz um conhecimento real do contexto e nos mostram detalhes que eram ocultos. Planejar se faz necessário e essencial! É como diz o ditado: Aquele que não sabe para onde ir, chega a lugar algum. Quando planejamos precisamos ser flexíveis e conhecermos o contexto educacional no qual atuaremos. Usaremos do real para ousarmos transformações. Desse modo, precisamos ser dinâmicos e oportunizar a troca de experiências entre alunos e educadores. Diante do surgimento de situações-problema e obstáculos, temos o instrumento do projeto. Ele vem para estabelecer relações com o problema. O projeto nos leva a estudarmos e refletirmos sobre a nossa práxis. Permite valorizarmos aspectos que achávamos sem valor. É nele que dialogamos com educadores e alunos, transcendendo nosso conhecimento e relacionamento interpessoal.

Enfim, o educador que utiliza destes instrumentos e possui as qualidades que citei, pode ser um educador interdisciplinar. A ousadia de inovar é uma característica latente em seu ser. Ele não possui apenas um conceito, mas um pensar e um agir interdisciplinar. “É preciso ter coragem de mudar, de romper com o formal, com o objetivismo, de transformar o ato pedagógico num ato de conhecimento de vida, para que o aluno saiba enfrentar a vida num processo dialético entre a teoria e a prática.” - Maria de los Dolores J. Pena. (O autor, Casemiro de Abreu Neto, é educador do Colégio Fênix)

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