São Paulo - A ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ontem o pedido de habeas corpus a Suzane von Richthofen feito anteontem por seus advogados. Atualmente, Suzane está presa no Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro (175 quilômetros a noroeste de São Paulo). Suzane é acusada de ter planejado e participado da morte dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002, em São Paulo.
Os irmãos Christian e Daniel - que era namorado de Suzane à época do crime- também são acusados, e permanecem presos. Em junho de 2005, Suzane - então presa desde novembro de 2002- obteve liberdade provisória por decisão do próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela voltou a ser presa em abril deste ano por ordem do juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri. Ele acreditava que a liberdade de Suzane representava uma ameaça ao irmão dela, devido à disputa pelos bens da família.
No último dia 26 de maio, Naves decidiu que Suzane deveria permanecer em prisão domiciliar. Para ele, os argumentos da segunda prisão eram iguais aos da primeira e, por isso, ela não poderia ter sido decretada por um juiz de primeira instância, uma vez que o STJ havia dado liberdade à ré. A liminar foi cassada quinta-feira.
Suzane e os irmãos Cravinhos deveriam ter sido julgados no dia 5 de junho último. No entanto, manobras adotadas pelos advogados de ambas partes acabaram forçando o juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, a adiar a audiência para julho. Os advogados dos Cravinhos não compareceram. Eles alegaram não ter tido contato com os clientes na semana anterior ao júri. Já a defesa de Suzane deixou o plenário antes que o júri fosse instaurado por causa da recusa do juiz em adiar a sessão devido à ausência de uma testemunha da defesa.
Um dos advogados de Suzane disse, ao final da audiência, que ela ficou “contentíssima” com o adiamento. No começo da semana, a defesa de Suzane pediu à Justiça que o júri dela seja separado do de Daniel e Christian.