O adicional de saúde proposto pela administração, que prevê benefício de 80% a título de gratificação para quem atua nos postos de saúde e acréscimos proporcionais para as diferentes carreiras de assistência na rede, como as enfermeiras, por exemplo, não vai resolver o problema da Saúde em Bauru, pois o salário dos profissionais da Saúde ainda ficará defasado. É a avaliação do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm).
Para a diretora do Sinserm Idelma Corral, a medida adotada pelo prefeito Tuga Angerami é apenas mais uma “solução paliativa”, que não deverá surtir o efeito desejado pela administração. Segundo Idelma, o reajuste deveria ser sobre o salário base dos profissionais. “Todos os servidores, não só os da área de saúde estão com os salários muito aquém do ideal. A medida de aumentar os adicionais de alguns funcionários não vai resolver. O reajuste deve ser no próprio salário”, afirmou a sindicalista.
Idelma lembrou que os servidores ainda estão em plena campanha salarial, já que ficou para o mês que vem a avaliação das contas da Prefeitura, visando melhorar o reajuste de 5,03% concedido em março. De acordo com ela, os demais servidores vão brigar para conseguir algo a mais da administração.
Além de questionar a funcionalidade do aumento nos adicionais, Idelma destacou que o maior problema da Saúde em Bauru está na concentração do atendimento no Pronto Socorro (PS) Central. “O prefeito fechou os pronto socorros nos bairros e centralizou tudo no OS Central. Resolveria se essas unidades fossem reabertas, para que o atendimento não se concentrasse em apenas um local”, salientou.