Primeiro foi a Casa da Eny, agora é o processo de tombamento da casa onde morou o dramaturgo bauruense Mauro Rasi que levanta polêmicas. De um lado está o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac), que decidiu pelo tombamento do imóvel em 2005. Do outro, os herdeiros de Rasi, contrários à decisão.
O processo foi iniciado em 2003, mesmo ano da morte do dramaturgo, mas segue parado porque a família não assina a notificação. “Até agora dirigíamos a notificação para o cunhado de Rasi, mas nunca o encontramos. Mas hoje (ontem) consultamos em cartório que o inventariante é a irmã de Rasi, Dinéia Rasi Baptista, e faremos uma nova notificação”, afirma o presidente do Codepac, Henrique Perazzi de Aquino.
Se a irmã de Rasi assinar o documento, o processo será encaminhado ao prefeito, para que ele decrete ou não o tombamento. Aquino ressalta que, mesmo com a assinatura, a inventariante poderá recorrer da decisão do Conselho. “Ela tem um prazo de 15 dias para recorrer. Estamos abertos para o diálogo”, diz.
Em nota divulgada à imprensa, o Codepac reiterou o tom conciliatório de suas negociações: “Não vamos alimentar nenhuma polêmica, muito menos participar de qualquer bate-boca via imprensa. Não é dessa forma que tomamos nossas decisões. “Informamos que nossas decisões são técnicas, sempre levando em consideração ouvir todos os lados da questão, pois acreditamos que o diálogo entre as partes é sempre a melhor solução”, cita o documento. A reportagem procurou a irmã e o cunhado de Rasi para falar sobre o assunto, mas ambos não foram encontrados.