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Scolari esquece a eliminação e elogia recepção na Alemanha

Folhapress
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Stuttgart - Um dia depois de considerar a arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda “uma vergonha”, e de cabeça fria após a eliminação para a França, o técnico Luiz Felipe Scolari, de Portugal, disse que será um prazer enfrentar a Alemanha, amanhã, pelo terceiro lugar do Mundial.

“Não vamos baixar a cabeça. É um orgulho jogar com eles porque vamos fazer um jogo com técnicos que se respeitam, jogadores que se respeitam e povos que se respeitam. Estamos orgulhosos dos nossos atletas”, disse o treinador brasileiro.

Diplomático, Scolari agradeceu à recepção do povo alemão e fez diversos elogios ao país que abrigou a Copa do Mundo.

“Queremos agradecer à Alemanha pela organização e pela forma como nos tratou. O hotel onde ficamos em Marienfeld fez com que nos sentíssemos em casa”, afirmou o brasileiro. Alemanha e Portugal jogam às 16h de amanhã, em Stuttgart.

Já a imprensa portuguesa recebeu com decepção a eliminação de sua seleção da Copa do Mundo-2006, mas reconheceu os esforços dos pupilos de Scolari. “Roubaram o puto (garoto em português de Portugal)”, é o título do jornal português “O Jogo”.

“Outra vez de pênalti, outra vez Zidane, outra vez injusto. Portugal jogou melhor do que a França, fez a melhor exibição do Mundial, mas cometeu um erro imperdoável e vai pagá-lo indo para Stuttgart disputar o terceiro lugar, ao passo que os franceses, que gastaram a maior parte do tempo a defender, seguem para Berlim”, diz o jornal.

“Portugal não vai cumprir o sonho de disputar a sua primeira final de uma Copa do Mundo. Voltou a imperar a maldição do galo”, afirma o jornal. “A França segurou Portugal como Portugal havia segurado a Holanda nas oitavas-de-final: a sofrer, unida, consciente de que não podia falhar o propósito da final. Quanto a futebol jogado, vai para casa quem jogou bonito”, conclui o jornal.

Já o “Record” traz como título para a matéria sobre o jogo da semifinal: “Portugal-França, 0-1: A Bastilha não caiu. Um pequeno erro que deu o gol de pênalti, um remate de cabeça de Figo por cima, algum domínio territorial, mas a verdade é que a seleção voltou a perder para a França que teve uma defesa de ferro”, diz o jornal.

“Fica um amargo gosto na boca porque os pupilos de Scolari fizeram talvez a exibição mais equilibrada e conseguida neste Mundial mas não receberam o prêmio maior que ambicionavam: chegar à final em Berlim”, afirma o “Record”.

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