São Paulo - O suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal vão se enfrentar novamente na decisão de um Grand Slam. A decisão de Wimbledon, amanhã, repete o confronto da final de Roland Garros, no mês passado.
Os protagonistas são os mesmos, mas as condições, bem diferentes. Desta vez, Federer, 24 anos, é o homem a ser batido.
O suíço busca o quarto título consecutivo em Londres e ostenta uma invencibilidade de 47 partidas na grama. Ontem, cedeu quatro games a Jonas Bjorkman (6/2, 6/0 e 6/2) na vitória mais contundente em uma semifinal desde 1922.
“É um sentimento maravilhoso’’, disse Federer após o jogo. “Você não consegue isso com muita freqüência, pois geralmente os jogos são apertados, principalmente numa semifinal de Grand Slam.’’
Já Nadal surpreendeu ao chegar à final. O rei do saibro, o piso mais lento do tênis, nunca havia vencido três jogos seguidos na grama, o mais rápido. Agora, Nadal, que tem 20 anos, tenta ser o primeiro espanhol a vencer em Wimbledon desde Manuel Santana, em 1966, e o primeiro a triunfar na seqüência em Roland Garros e Wimbledon desde Bjorn Borg em 1980.
“É um sonho estar na final”, disse Nadal, que bateu Marcos Baghdatis por 6/1, 7/5 e 6/3.
Final feminina
Além de se tornar a décima mulher da história a conquistar os quatro torneios de Grand Slam, a belga Justine Henin-Hardenne tenta hoje, às 10h, se vingar da líder do ranking, a francesa Amélie Mauresmo, da derrota na final do Aberto da Austrália, em janeiro.
A belga também pode se tornar a primeira tenista a vencer Roland Garros e Wimbledon na seqüência sem perder nenhum set. “Não tenho mais nada a provar”, afirmou.