Internacional

Londres lembra um ano de atentados com homenagens

Folhapress
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Londres - Com flores, dois minutos de silêncio ao meio-dia e discursos oficiais, Londres lembrou ontem o primeiro aniversário dos quatro ataques terroristas que mataram 52 pessoas em três vagões do metrô e um ônibus na cidade. “É um momento em que nosso país deve se unir parar mostrar solidariedade àqueles que sofreram e defender os valores que nós dividimos”, afirmou o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair.

O comissário da Polícia Metropolitana, Ian Blair, criticado por ações desastrosas como a que matou o eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes no metrô, após confundi-lo com terrorista, em 22 de julho do ano passado. “Acho que acontecerão outros ataques. Na verdade, eu sei que acontecerão. Nós estamos fazendo tudo que podemos fazer para impedi-los. Já evitamos outros três”, afirmou.

Blair não mencionou o caso Jean Charles - cujo relatório oficial, previsto para o mês passado, foi adiado para o final de agosto -, mas se defendeu das críticas a outra operação malfadada, no mês passado, na qual dois irmãos muçulmanos foram presos, um deles baleado, e libertados dias depois sem qualquer acusação.

Entre os eventos oficiais de ontem, às 11h (7h de Brasília) foram colocadas placas em memória das vítimas nos locais onde houve explosões. A ministra da Cultura, Tessa Jowell, e o prefeito de Londres, Ken Livingstone, passaram por dois locais onde houve explosões e deixaram flores.

Ao meio-dia, a população foi convidada a fazer dois minutos de silêncio em memória dos mortos no atentado. Na estação King's Cross, centenas de pessoas pararam em sinal de respeito. As estações de metrô em que os atentados ocorreram tiveram um reforço de policiamento ontem e também passaram o dia com um batalhão de repórteres e câmeras, que registravam as homenagens.

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