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Acusado no caso Dorothy pede liberdade

Folhapress
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São Paulo - Os advogados de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, entraram anteontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de extensão dos efeitos da decisão do habeas corpus que determinou a soltura do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão. Os dois são acusados de mandar matar a missionária Dorothy Stang, em 2005. Ela foi assassinada com seis tiros na zona rural de Anapu (PA) no dia 12 de fevereiro.

No último dia 29, o STF concedeu liminar em habeas corpus a Taradão. O tribunal considerou a prisão preventiva do fazendeiro ilegal. No recurso, a defesa de Galvão contestava a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou ao fazendeiro o direito de responder ao processo em liberdade.

“A decisão favorável do habeas corpus pode ser estendida a outros interessados que se encontrem na situação idêntica à do paciente beneficiado, pela regra do artigo 580 do Código de Processo Penal (CPP), aplicável por analogia”, afirmaram os advogados de Bida no pedido.

Os pistoleiros Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, e Clodoaldo Carlos Batista foram condenados a 27 e 17 anos de prisão, respectivamente. Amair Feijoli da Cunha (o Tato) foi condenado a 18 anos por ser o intermediário do crime. No entanto, a Justiça paraense marcou novo julgamento para Fogoió.

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