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Morre mais um agente penitenciário

Folhapress
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São Paulo - Um agente penitenciário foi assassinado por volta das 6h30 de ontem na Casa Verde, zona norte de São Paulo. É o quinto agente penitenciário morto desde a semana passada. Um carcereiro também foi assassinado. O agente foi abordado por ocupantes de um carro Toyota Corolla na porta de sua casa, na rua Dr. Sebastião de Lima. Os criminosos atiraram e fugiram sem deixar pistas.

Vizinhos ouviram o barulho dos tiros e chamaram a polícia. A vítima - cujo nome ainda não foi confirmado - chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ataques

Imóveis onde moram dois policiais foram atacados por um grupo de vândalos na madrugada de ontem, na Vila Santa Terezinha (zona norte de São Paulo).

Os criminosos picharam dizeres ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) nos muros. Ninguém foi preso. O ataque começou às 4h, quando um grupo ainda não-identificado atirou contra a fachada de duas casas e os carros - um Celta e um Escort - que estavam estacionados nas garagens delas.

Em uma das casas vive um investigador da Polícia Civil de 45 anos. Em seguida, os criminosos teriam arremessado duas bombas de fabricação caseira em dois imóveis. Um deles é de um oficial reformado da Polícia Militar (PM) de 81 anos. Nenhum dos artefatos explodiu.

O grupo ainda teria tentado incendiar uma Belina de um aposentado de 67 anos, que estava estacionada na rua, antes de fugir. Não há registro de feridos, e o caso deverá ser investigado.

Sem visitas

Em luto, dois sindicatos dos agentes penitenciários do Estado decidiram suspender as visitas aos presos no final de semana. Segundo as entidades, cada vez que um agente for alvo de atentados haverá uma paralisação de 24 horas. Com o movimento, ficam impedidos o acesso de advogados, de visitas, a ida aos fóruns, entre outras atividades dos presídios. Será mantida apenas a alimentação e o atendimento médico aos detentos.

As unidades estão sendo avisadas da paralisação e os sindicatos esperam que 90% dos funcionários participem do movimento. “A categoria precisa tomar coragem e vergonha na cara”, disse Luiz da Silva Filho, diretor de saúde do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp). “Estamos de luto, sem condições psicológicas de trabalhar.

Parar a visita é uma forma de mostrarmos indignação’’, afirmou Cícero Sarnei, presidente do Sindasp. Na sede do Sifuspesp, ontem, uma facha em cima do portão avisava: “Estamos de luto... por irresponsabilidade do governo...“.Para Silva Filho, “o governo fez acordos com o crime e quem paga o pato somos nós”. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) disse não ter sido comunicada da paralisação no final de semana. A pasta não quis comentar as acusações do sindicato.

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