De janeiro a maio deste ano, conforme dados da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, 1.600 pessoas a menos foram incluídas na lista de maus pagadores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em comparação ao mesmo período de 2005.
Foram 12.639 registros nos primeiros cinco meses de 2006, contra 22.243 entre os mesmos meses do ano passado.
De acordo com Sérgio Evandro Motta, diretor da CDL em Bauru, a maioria das pessoas que constam com o nome no cadastro do SPC deve, no máximo, R$ 100,00 e, em geral, num único estabelecimento.
Motta acredita que a flexibilidade das lojas em negociar com os clientes inadimplentes, aliada ao valor baixo dos débitos, tem inibido a procura dos devedores por empréstimos bancários.
“A maioria dos nomes que está no SPC é por dívidas pequenas. Quem deve muito é minoria. Por isso, a opção por créditos em banco, para liquidar o saldo devedor na praça, é pequena. Sem falar que existem empresas que emprestam dinheiro ao funcionário, para que ele regularize suas contas em atraso. É um empréstimo com juros mais baixos e desconto em folha”, comenta o diretor da CDL.