Tribuna do Leitor

Piada chamada concurso público


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Nunca tinha utilizado a coluna anteriormente, mesmo achando uma ferramenta eficaz. Achei que nunca ia precisar.. Mas me vi obrigado a divulgar a minha indignação diante do fato ocorrido nesta semana. O instituto Lauro de Souza Lima abriu processo seletivo para várias funções no mês de maio. Um concurso bem pouco divulgado, cheio de restrições de horários para as inscrições, o que tornou a minha inscrição um grande transtorno, já que estou trabalhando e fica difícil me ausentar do meu posto. Feita a inscrição, comecei e me preparar para a prova marcada para a semana seguinte à inscrição. Paguei aulas particulares de matemática por ter terminado o colégio há algum tempo. Fiz a prova e consegui uma nota relativamente boa. O resultado foi publicado em Diário Oficial e até então tudo corria bem. Até que, no Diário Oficial da quarta- feira, dia 27, foi publicado o cancelamento do concurso por “Impessoalidade e moralidade”. Uma desculpa esfarrapada para um concurso mal elaborado. Agora pergunto: “Como eu fico?” Vou ter que entrar com ação judicial? E o pior de tudo: não se encontram responsáveis pelo cancelamento, não se encontra um filho de Deus capaz de dar uma resposta convincente sobre o tal cancelamento. Ninguém sabe de nada, ninguém sabe como vai ser, como vai ficar e nem que tipo de ação tomar. Olha... trocando em miúdos... hoje vejo o quanto tenho desperdiçado o meu tempo acreditando nos governantes. Isso só vem provar que somos meros figurantes. Sempre em segundo plano. Quem tem poder, muda as regras quando quer, desde que eles sejam os grandes beneficiados. Não quero dinheiro da inscrição de volta... o dinheiro pouco me importa! Simplesmente quero trabalhar! Podem até oferecer uma segunda chance de fazer a prova, mas quem vai me garantir uma nota tão boa quanto na primeira prova? Esse é o desabafo de um jovem, cada vez mais desanimado e que nessas horas sente vergonha de ser filho de uma pátria que não respeita seus cidadãos em que os governantes julgam seus eleitores burros, pois inventam motivos ridículos e acham que os ignorantes eleitores engolem. Onde a lei favorece quem tem poder e o que menos importa é se o popular vai ou não ser prejudicado. É estranho.. mas na minha primeira carta para a coluna, vim relatar o episódio em que fui feito de palhaço!

Robson Braguetto - RG 34.195.006-3

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