Regional

Austrália é berço do fruto

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo José Eduardo Mendes de Camargo, presidente da Associação Brasileira de Noz Macadâmia (ABM), a noz foi descoberta na Austrália na segunda metade do século 19. Um botânico teria visto um aborígene comendo o produto e, ao provar, teria gostado. A partir daí a noz macadâmia teria sido levada para o Havaí, onde começaram a ser feitos novos cruzamentos varietais do fruto, que acabou passando de uma cultura silvestre para uma cultura estabelecida.

Camargo explica que a noz chegou ao Brasil em 1935, introduzida por uma família produtora de mudas e pelo Instituto Agronômico de Campinas. Mas, com o passar dos anos, a pesquisa sobre a macadâmia foi abandonada. “O grande salto da macadâmia na região foi, sem dúvida, o desenvolvido em Dois Córregos pela QueenNut. Nós começamos a trabalhar com viveiros e plantação e de 12 anos para cá com a industrialização”, explica.

Ele comenta que teve a idéia de iniciar a produção da noz na região, por volta de 1988, depois de ter viajado e observado a produção em países como Havaí, Austrália e Costa Rica. “Eu comecei a perceber que havia uma tendência em diversificar o agronegócio e a noz macadâmia era uma dos mais nobres para se diversificar. Então, dentro dessa linha, verifiquei que este tipo de noz se dá bem onde o café vai bem, ou seja, do sul da Bahia ao norte do Paraná. E Dois Córregos tinha todas as condições para que se plantasse a noz, pelo conjunto clima-terra”, explica.

Quando Camargo iniciou a produção, a noz macadâmia já era consolidada no mercado internacional. Atualmente os maiores produtores de macadâmia do mundo, segundo ele, são a Austrália, África do Sul e o Havaí (EUA). O Brasil ocupa a sétima posição no ranking dos maiores exportadores do produto.

Comentários

Comentários