Vou direto ao assunto, sem rodeios.
Se candidatos e partidos fossem coesos e tivessem discernimento na formação de nomes que realmente tivessem capacidade e chances maiores de eleição, se a população se conscientizasse e fechasse apoio incondicional aos candidatos da cidade; aplicaríamos a matemática simples e pura.
Bauru tem 226.000 eleitores registrados. Subtraímos 5% de abstenções e 10% de votos brancos e nulos. Ficamos com um total de 192.100 votos válidos. Se escolhêssemos 2 candidatos a deputado federal e 2 a estadual e partindo do princípio da matemática pura que cada eleitor vota em um federal e um estadual, teremos 96.050 votos para cada candidato. Os dois estaduais se elegeriam só com votos de Bauru e os dois federais estariam praticamente eleitos somando os votos que obtiverem em outros municípios do Estado de São Paulo. Ainda, se dividíssemos os votos em 4 partes iguais, teríamos 48.025 votos para cada um. Todos teriam chances reais, somando-se aos votos da região.
É claro que essa conta é “crua” e algum candidato pode ter uma performance melhor que a do outro, mas, em síntese, as chances da nossa cidade ter 4 representantes seriam enormes. Pode ser romântico e sonhador, mas seria um choque necessário para que Bauru retome seu desenvolvimento e sua representatividade, pois essa vacância representativa dificulta e muito a obtenção de recursos federais e até estaduais. O que me entristece é a disposição de candidatos daqui que insistem em “dobrar” com candidatos “de fora”, que não tem compromisso algum com a cidade e a região. Isso é um desrespeito com a população de Bauru, pois quem perde não é o candidato e sim a cidade. Pelo jeito os “pára-quedistas” continuarão a desenvolver suas performances sobre a nossa terra nessas eleições.
P.S.: Minha descendência franco-brasileira me permite dizer sobre a Seleção Francesa de Futebol e seu astro, Zinedine Zidane, que, como um herói mitológico, guardou para a hora do seu adeus a alma maior dos feitos guerreiros. Eliminou a Espanha, Brasil (infelizmente), Portugal e agora, com todo o respeito e simpatia que tenho pelos italianos, será bicampeã do mundo em cima da Itália. Na falta do Brasil, vou de França.
Celso Adriano Chermont - comunicador e funcionário público