Politicando

Sacadas cariocas


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O presidente Jânio Quadros criava golpes de marketing dignos de um Washington Olivetto ou um Duda Mendonça. Em sua técnica publicitária estavam a maneira pausada no falar e a utilização de um português superelegante. É dele a famosa frase : - Fi-lo porque qui-lo!

Pois bem! A maioria dos leitores do JC gosta dos “exemplos irados de antitucanez”, da coluna do José Simão. Por sua leitura , fica-se sabendo que existe, em Fortaleza, uma loja de lingerie chamada Assuntos Internos; que no Rio há a Peixaria Bacalhau Cabeludo, e, no Amazonas, o Bar e Botequim Toca do Bin Laden. Isto pode levar à suposição de que trata-se de um costume recente. Errado!

Esse tipo de irreverência existe há muitos anos no Rio de Janeiro. Todo restaurante carioca de segunda categoria é conhecido como Cabeça-de-porco. Na praia do Recreio existe “A barraca do Edy Murphy”; na avenida das Américas , o restaurante de comida por quilo “Fi-lo porque Qui-lo”, bem como a Churrascaria Porcão.

Em Campo Grande (RJ), há duas lojas de pintura, uma ao lado da outra: “O Pinto das tintas” e “O Brochão”. No fim da Dutra passa-se pelo simpático “Sítio do Burro Falante”. Todavia, um dos mais atraentes e convidativos é um trailer de cachorro-quente, na Barra, com o sugestivo nome de “BARRIGA”...

Contada por Rui Bertoti

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